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Com certeza você sabe e ainda usa de vez em quando. Folksonomia é a junção da palavra inglesa folks (pessoal, galera, a turma) com uma variação de taxonomia, ou seja, a classificação/taxonomia feita pela galera toda, sem precisar de um bibliotecário ou especialista em taxonomias para organizar as informações e o conhecimento

Sabe como se faz? A forma mais fácil é fazer o que geralmente todos fazem nos diversos post por aí, colocando-se uma # (hashtag ou cerquilha ou jogo da velha), assim tudo o que for publicado com a mesma marcação, estará reunido em um só lugar para você ter maior facilidade de acesso. Fácil, não é?

Este neologismo, Folksonomy, foi criado em 2004 pelo arquiteto de informações norte-americano Thomas Vander Wal. Para ele Folksonomia é o resultado da classificação, livre e pessoal, por meio de tags de informações, documentos, vídeos, podcasts ou objetos (qualquer coisa com URL), visando à sua recuperação. A atribuição de tags é feita em um ambiente compartilhado e aberto a outras pessoas, de maneira informal. Tags, ou categorias, surgem à medida que o conteúdo vai sendo criado.

Por meio de tags, cada pessoa pode recuperar as informações e compartilhá-las como quiser. Pode visualizar as tags de outras pessoas, assim como verificar o que está sendo mais curtido pela galera no sistema, bem como acessar as informações relacionadas.

Apesar de descentralizar o controle sobre um site, o uso da folksonomia traz outros benefícios em comparação à taxonomia. Em lugares de produção colaborativa com grande volume de publicações, é muito difícil que que cada postagem seja classificada de maneira centralizada e mais controlada, pois demandaria muito recurso financeiro e de horas de trabalho.

E a diferença entre folksonomia e taxonomia? Bem, na taxonomia, definimos previamente uma hierarquia de categorias que atendam a um objetivo mais específico de trabalho, depois os conteúdos é que são inseridos nas categorias, possibilitando que qualquer conteúdo seja classificado adequadamente. Para realizá-la são necessárias técnicas de informação e documentação para que informações preciosas não se percam e os profissionais que dela necessitam não as encontrem.

Uma vez estabelecida a diferença, a semelhança é que ambas as técnicas servem para classificar/indexar/organizar os conteúdos. Por que fazer isso? Porque o ser humano, desde que nasce, desde que acorda todos os dias, classifica tudo: quem não é a mamãe, se o café está quente ou frio, se o meu alimento é diet ou não, se, além de disso, é lowcarb e com baixo teor de gordura… se os documentos que preciso para tomar uma decisão são estratégicos, confidenciais, atualizados e confiáveis ou se são apenas um meme sem importância, apenas para eu relaxar.

Dito isso (ou seria escrito isso?!), classifiquem seus conteúdos, pois outros colegas estarão fazendo o mesmo e isso vai ajudar vocês a encontrarem assuntos comuns no mesmo lugar. Basta usar uma hashtag, que vai direcionar todo mundo para uma página de publicações relacionadas ao mesmo tema ou discussão. Isso já é usado no Facebook, Twitter, Youtube, Google+, Instagram e outras mídias sociais.

Uma hashtag criada vira uma palavra-chave/termo chave (relevante) e é transformada em um hiperlink que direcionará a pesquisa para todas as pessoas que também marcaram os seus conteúdos com aquela mesma hashtag específica.

A hashtag, em si, foi inicialmente usada no ano de 2005 no Orkut (Vocês se lembram dessa rede social???) com a ideia de se criarem tópicos para as publicações. Posteriormente, um designer social, Chris Messina, produziu a primeira hashtag do Twitter, em agosto de 2007.

Finalizando, o uso da folksonomia, ou simplesmente de uma hashtag, é uma maneira bem legal e prática de agrupar diversos conteúdos sobre um determinado assunto, bem como encontrar as pessoas que estão falando sobre ele e o que cada uma delas compartilhou. Também é uma forma fácil de você explicar o que é organização do conhecimento, classificação e sua importância para aquelas pessoas que não sabem o que um bibliotecário faz. #FicaaDica!!!

Aproveitem e organizem o conhecimento de forma divertida e colaborativa!

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