0
Compartilhamentos
Redefinição de Impressão Google+

Sempre discordei de Borges ao considerar uma biblioteca um paraíso. Para um leitor compulsivo com eu, ela não passa de uma versão menor do meu inferno particular. Mesmo se fossemos imortais, ela sempre seria infinita.

Lembra da última regrinha das cinco criadas pelo nosso amigo indiano Ranganathan?: “Uma biblioteca é um organismo em crescimento”

Como meros mortais nossa produção já ultrapassou há muito tempo a marca de 600 mil títulos de livros por ano. Veja bem isso: só livros! Fora os filmes, seriados televisivos, periódicos: tais como jornais, blogs, sites, revistas… Tantos suportes competindo com os livros que uma vez pensei: sempre que alguém entrar numa biblioteca a procura de informação deveria cair balões do teto.

Hoje eu não consigo me ver emprestando um livro sem dar um sorriso sincero.

Estamos sendo atropelados por um tsunami informacional e me dói ver tantos bibliotecários com o rosto murcho. Aquela biblioteca fria, cheia de regras, não me toque para todos os lados…

Considerei uma tortura burocrática e inquisitorial na ultima vez que quis ler um livro numa grande biblioteca no centro do Rio. Para que tanta regra? Para que assinar tanto papel?

Nunca lidei muito bem com regras. Sei da sua importância e todos os blablablas, mas são tantas que algumas bibliotecas parecem funerais.

Tá fazendo o curso por quê? Dinheiro? Seja um bibliotecário feliz!

Trabalha e se estressa todos os dias somente para pagar as contas? Não desperdice sua vida!

Tenho amigos que vejo o olho adquirindo um brilho todo especial quando falamos sobre biblioteconomia e meu coração cresce com eles.

Eles estão por ai, debruçados sobre um software de CDU, alimentado a Dialog ou espanando livros (que horror!).

Deixe de querer ser feliz e seja!

…Alguma vez você já fez amor e se sentiu tão bem, quase como se parecesse perigoso? Estar apaixonado significa realmente querer viver num mundo diferente: um mundo mais excitante, mais bonito, mais alegre; um mundo feliz. Um mundo onde tudo importa e nada jamais é obsoleto. Não deveríamos construir esse mundo aqui e agora?
Uma ideia louca: tudo o que você fizer na sua vida, deve ser feito porque você quer, mais do que qualquer coisa no mundo. Quando fizer seus planos, você deve almejar a vida mais excitante e gloriosa que você possa imaginar não apenas a ‘segurança’ e o ‘sucesso’ convencionais, o prêmio de consolação dos cansados e desesperados. O que poderia ser mais radical do que escolher suas ações de acordo com o quão agradáveis elas são, ao invés de quão morais, o quão responsáveis ou o quão socialmente aceitáveis elas pareçam ser? E ainda, que outra coisa realmente faz realmente sentido? Nós não temos até agora tentado servir a todos os mestres, menos os nossos próprios desejos; lutando por todas as causas menos a nossa própria? Aonde isso nos levou?
Perseguir os seus desejos não significa apenas seguir cegamente os seus impulsos aonde quer que eles o levem. Significa, primeiro, procurar o que você realmente quer: revirar os seus desejos e descobrir quais são verdadeiros e quais são ilusórios, quais são os mais fortes e quais os mais fracos, qual trará mais felicidade no final. Significa reconstruir você mesmo e a sua vida de modo que você possa ir atrás do maior número de desejos possível (já que não há garantia de que todos eles possam ser alcançados simultaneamente – a maioria de nós encontra-se constantemente levados por impulsos e desejos conflitantes a direções opostas); significa analisar e priorizar seus próprios desejos. Talvez o que você queira seja sentir-se melhor sobre si próprio: a resposta é você ir ao cabeleireiro e fazer um penteado ou poderia este impulso ser parte das suas inseguranças? Talvez você ame o campo; é suficiente para você comprar um sítio e aproveitá-lo enquanto o resto do mundo se cobre de concreto?
Buscar os seus desejos também significa reconstruir a nossa sociedade. Cada um de nós é produto do mundo em que vivemos; e o próprio mundo é produto de nossos esforços. Para reconstruir a si próprio e a sua vida, você deve reconstruir o mundo que constrói e afeta você – e, para isso, você precisará da ajuda de todo mundo. Se queremos buscar felicidade devemos assumir a responsabilidade pelo mundo que estamos criando e, juntos, assegurarmo-nos que será um mundo que trará felicidade.”

Retirado do site anarquista erva daninha

Espero sinceramente que você seja mais um conformista dessa profissão maravilhosa!

Cursos online de qualificação em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Acesse!

Comentários

Comentários

Postagem anterior

Seja bem vindo, amigo leitor! Entre sem bater.

Próximo post

Bibliotecários e e-Learning

Sem comentários

Deixe uma resposta