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Por Leonardo Vieira de O Globo

Universidade já recebeu mais de R$ 107 milhões do governo federal para obras de reestruturação e expansão

Aviso colado à porta do IB e assinado pela direção alerta para comprometimento das estruturas do prédio -  Foto: Diretório Acadêmico Luiz Andrade
Aviso colado à porta do IB e assinado pela direção alerta para comprometimento das estruturas do prédio – Foto: Diretório Acadêmico Luiz Andrade

Alunos da UFF começaram o segundo período letivo do ano já enfrentando problemas. O Instituto de Biologia (IB) da universidade, no campus do Valonguinho, em Niterói, foi interditado pela direção nesta segunda-feira, sob risco de desabamento. Ainda não se sabe se a decisão foi tomada em conjunto ou à revelia da reitoria, que ainda não se pronunciou sobre o caso. A universidade já recebeu mais de R$ 107 milhões do Governo Federal desde 2009 para obras de reestruturação e expansão.

Com isso, todos os alunos de Biologia ficaram sem aulas. Além de secretarias acadêmicas de graduação e pós-graduação, o prédio de três andares abriga laboratórios de aulas práticas. O espaço também é utilizado para aulas de disciplinas dos cursos de Medicina, Biomedicina e Farmácia, que também foram afetados.

De acordo com estudantes, o prédio sofre com rachaduras nas paredes e nos pisos, além de ter tetos com infiltrações. Na semana passada, vigas que sustentam as divisórias dos laboratórios teriam começado a envergar, o que foi acompanhado diariamente pelos alunos com o uso de uma régua. Quarenta fotos foram publicadas no Facebook pelo Diretório Acadêmico Luiz Andrade mostrando o que seriam estruturas comprometidas.

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Diante da situação, o diretor do IB, Saulo Cabral Bourguignon, teria convocado uma engenheira da própria UFF para analisar as instalações na última sexta-feira. O laudo saiu no mesmo dia, recomendando a interdição. Na segunda-feria, o prédio amanheceu com um aviso na porta proibindo a entrada de alunos, professores e funcionários. O documento trazia ainda o parecer da Superintendência de Arquitetura e Engenharia da UFF, alertando para o comprometimento das estruturas do IB. As aulas foram suspensas, e os estudantes compraram fitas isolantes para cercar o prédio. O grupo protesta agora contra suposta inércia da reitoria.

O GLOBO entrou em contato com a reitoria da UFF, que ainda não se pronunciou. A reportagem também procurou o diretor do IB, mas ainda não houve retorno.

Uma professora de Biologia que preferiu não se identificar afirmou que sente medo de entrar no prédio:

– Não me sinto mais à vontade de trabalhar lá. E o pior que temos computadores, documentos acadêmicos e material de pesquisa que estão no prédio.

UFF RECEBE 107 MILHÕES

O caso é ainda mais doloroso para os estudantes de biologia, que há cinco anos aguardam a entrada na nova sede do IB, que está sendo construída no campus do Gragoatá. A obra faz parte do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que desde 2009 já destinou R$ 107.463.243,27 à UFF para construção de novos prédios e expansão da oferta de cursos de graduação, segundo dados do portal Transparência Brasil. A previsão de conclusão era para 2011.

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