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No próximo dia 15 de setembro às 14h os docentes, técnicos e estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) realizam o ato unificado, “Todos na Alerj”. A mobilização reivindica, dentre outras pautas, a dedicação exclusiva no salário base dos docentes, a incorporação de insalubridade no vencimento dos técnicos e o reajuste das bolsas estudantis.

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Cartaz de divulgação do ato criado pela Asduerj

Mesmo depois de cinco meses de greve, as categorias alegam que ainda não foram atendidas e até o momento a Uerj ainda não recebeu os repasses de verbas prometidos pelo governo do estado.

Em depoimento divulgado na página da Associação de Docentes da Uerj no facebook, a professora Lia Rocha, presidente da Asduerj destacou que o governo do estado está dando um “calote na universidade” ao não enviar as verbas mensais para manter os serviços básicos.

Diante disso, a assembleia docente realizada no último dia 08 de setembro decidiu convocar uma paralisação no dia 15/09 através de um ato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A ideia da mobilização é de pressionar e reivindicar do governo do estado os compromissos que assumiu com a universidade. No dia 15 de setembro haverá paralisação das atividades da universidade para que todos possam acompanhar o ato.

Para saber um pouco mais das pautas dos alunos e da situação da Uerj com o retorno das aulas, a Revista Biblioo conversou com Natália Trindade, estudante do 5º período de Ciências Sociais e diretora de relações institucionais do Diretório Central dos Estudantes da Uerj.

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Natália Trindade, estudante de Ciência Sociais da Uerj – Foto: Facebook

Quais são as pautas que o DCE reivindica no ato unificado do dia 15/09 na Alerj?

Este ato do dia 15/09 faz parte de uma sequência e agenda que vem desde 2014 com a crescente de atos cobrando o governo do estado. Entramos no período de greve, juntamente com os professores e os técnicos, que durou em torno de cinco meses. Saímos da greve por conta da conjuntura, mas com a perspectiva de conquistas. Infelizmente fomos traídos por alguém que não podemos confiar, o governador do estado do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles. A nossa pauta foi negociada junto ao Edson Albertassi, deputado e líder do governo na Alerj e não foi cumprida em sua integralidade. Garantiu o aumento em R$ 50 na bolsa estudantil para o ano que vem e também um novo aumento em 2018 de mais R$ 50. Desse modo, a bolsa chegaria ao valor de R$ 500 em 2018. Na verdade, o que seria fundamental para nós é a garantia do reajuste para que a partir de 2019 essas bolsas sejam reajustadas de acordo com o piso regional. O Dornelles simplesmente vetou. Então esse é o nosso primeiro motivo para estarmos no ato do dia 15, lutar pela garantia de nossa pauta que é o aumento da bolsa, assim como o reajuste e pagamento porque esse mês ainda não recebemos. Assim como os aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro, os bolsistas da Uerj não receberam suas bolsas. Esse é o segundo motivo que nos leva a ir para o ato. Não esquecemos as outras pautas como o passe livre intermunicipal, irrestrito e intermodal. Vamos para as ruas também pelas nossas pautas históricas.

Você também é aluna do curso de Ciência Sociais da Uerj. Com o retorno das aulas como você avalia a situação da universidade atualmente?

É um momento muito crítico. Infelizmente tem muita gente achando que está normal, mas não está. Um dos motivos que nós vamos para as ruas no dia 15/09 é que a Uerj não recebeu seu repasse. A própria saída da greve era a garantia de que a universidade receberia 10 milhões por mês, sem contar o que demanda o Hospital Universitário Pedro Ernesto. Esse dinheiro não veio em agosto e nem em setembro. Se a Uerj não receber em outubro vamos ficar sem bandejão, os terceirizados não vão receber seus salários e vamos voltar para a mesma situação caótica do início do ano que ocasionou a greve. Tudo o que está acontecendo agora com o retorno das aulas é uma mera aparência. Vamos para a rua na quinta-feira para reivindicar que o funcionamento da Uerj seja garantido de fato.

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