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O I Encontro Internacional de Políticas Públicas: Território Leitor, que começou hoje em Brasília e vai o dia 02 de dezembro, no auditório Petrônio Portela do Senado Federal, deve englobar debates, reflexões e exposições de ações relacionadas aos setor do livro e da leitura e ao andamento de políticas públicas no Brasil e no exterior sobre o tema.

Durante a mesa de abertura do evento o ministro da Cultura, Juca Ferreira, voltou a criticar os baixos índices de leitura do Brasil. “Nossa condição leitura é dramática. Quando o assunto é livro e leitura no Brasil, ao ver nossos números e comparar com outros países, temos que ficar preocupados e envergonhados”, destacou.

Juca Ferreira apontou que quando foi ministro no governo Lula chegou a zerar o número de municípios brasileiros sem bibliotecas, mas a situação sempre retrocedia. “Zerávamos e meses depois as bibliotecas eram fechadas porque as prefeituras tinham dificuldades em colocar dois funcionários para administrar a biblioteca”, relatou o ministro em sua apresentação.

Atualmente o país tem um total de 112 municípios sem bibliotecas funcionando. Para combater esse problema, Juca Ferreira pretende criar uma norma para que os municípios brasileiros que não tiverem bibliotecas funcionando sejam impedidos de receber recursos da Cultura.

Para 2016, o ministro pretende criar uma mobilização para combater o analfabetismo funcional e estimular a leitura no país. Ele destacou a importância das bibliotecas nesse processo e exigiu a criação de mais bibliotecas: “É preciso de mais e melhores bibliotecas. As bibliotecas no Brasil ainda não se tornaram um equipamento do cotidiano do brasileiro”.

O evento: Território Leitor

O I Encontro Internacional de Políticas Públicas: Território Leitor se propõe a debater iniciativas em prol da criação de políticas públicas para área do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas no Brasil.

A mesa de abertura do evento, além do ministro Juca Ferreira, contou com a participação de José Castilho Neto, secretário executivo do PNLL; Volnei Canônica, diretor do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca do MinC (DLLLB); Cristina Ross, representante do MEC e Pilar Pacheco, da Global Libraries – Bill & Melinda Gattes Foundation.

Volnei Canônica destacou que o Território Leitor é um encontro que pretende trabalhar conexões, pontos de contatos e parcerias. “Sem articulação não podemos atacar os nossos problemas, no dialogo podemos avançar”, ressaltou o diretor da DLLLB.

José Castilho fez questão de ressaltar o contato, as articulações e o apoio dos Ministérios da Cultura e Educação em prol do direito à leitura. Castilho também apontou a necessidade da criação de uma política de estado para o livro, a leitura e para as bibliotecas.

“Temos avanços e discussões com os ministérios de fazer chegar a lei da política nacional do livro e leitura, de uma política de estado permanente. A parceria, cultura, educação, estado e sociedade são importantes para esse processo”, destacou o secretário executivo do PNLL.

Ainda na mesa de abertura o ministro da Cultura assinou o termo de parceria do MinC com a Bill & Melinda Gattes Foundation.

A segunda mesa do dia

A segunda mesa do evento intitulada, “Políticas Públicas DLLLB: lançamento do site do projeto Acessibilidade em bibliotecas, contou com a participação de Volnei Canônica; Veridiana Negrini, coordenadora geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas; Lucilia Soares, coordenadora geral de Literatura e Economia do Livro e Fernando Braga, coordenador geral de Leitura.

Veridiana Negrini apresentou um panorama das atividades desenvolvidas pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. Apresentou projetos criados em prol da instalação e modernização de bibliotecas públicas, dentre eles, Projeto de Acessibilidade em Bibliotecas Públicas e Projeto Mais Bibliotecas.

Veridiana também apresentou os projetos que contam com o apoio de Bill & Melinda Gattes Foundation. São eles: Tô na Rede; Projeto CDI Bibliotecas; Projeto Feito na Biblioteca e o Ineli Iberoamérica.

Volnei Canônica se comprometeu a reabrir a Biblioteca Demonstrativa de Brasília, fechada desde 2014 para resolver problemas estruturais. O diretor da DLLLB garantiu que a biblioteca será reaberta em 2016: “Vamos devolver a biblioteca no início de 2016. Pensar essa biblioteca como laboratório, foco de formação dos sistemas para as ações e modernizações de nossas bibliotecas e que realmente essa biblioteca seja de fato uma biblioteca demonstrativa para o nosso país”.

Fernando Braga apontou as pretensões para o futuro do Proler, a necessidade de ampliar e criar comitês. Além dessas questões o coordenador geral de Leitura propôs a criação de um calendário de informes e integrar o plano de boas práticas.

Lucilia Soares pensa em ações conjuntas e tem intenções de fazer algumas modificações de bolsas e fomentos.

Após a segunda mesa do evento, Leandro Germani lançou o Cadastro Nacional de Bibliotecas. Trata-se de uma ferramenta livre em que a ideia é criar uma mapa das bibliotecas, um espaço de convivência com portais temáticos que conta até agora com 6.110 bibliotecas públicas cadastradas.

Última mesa do dia

A última mesa do Território Leitor recebeu o título de “Falas Inspiradoras” e contou com a participação de José Miguel Winsnik, da Universidade de São Paulo (USP); Bruno Souza da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura de São Paulo, com mediação da jornalista Graça Ramos.

José Winsnik destacou a importância da criação da mesa no evento e destacou que a leitura é crucial e tem uma importância fundamental para o desenvolvimento do país.

O jovem Bruno Souza contou sua experiência com a criação da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura, localizada dentro do Cemitério da Colônia em Parelheiros, em São Paulo.

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