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Há previsão de greve para março de 2014 Cerca de 700 funcionários não trabalharam nesta segunda-feira

Nesta terça-feira, a Biblioteca Nacional e o palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio, tiveram suas portas fechadas por conta de uma paralisação de 700 servidores federais vinculados ao Ministério da Cultura. Cerca de 40 funcionários se reuniram no pilotis do Capanema para realizar uma assembleia, convocada por meio da página no Facebook SOS Cultura, abordando temas como melhoria da condição de trabalho, bem como a falta de segurança na Biblioteca, que apresenta problemas estruturais, como mostrou O GLOBO em reportagem publicada no último sábado.

No momento, a paralisação prevista é de 24 horas, mas se não houver acordo, vamos nos organizar nacionalmente para uma greve em março de 2014 diz Otávio Alexandre Oliveira, presidente da Associação de Servidores da Biblioteca Nacional (ASBN), que contou com adesão de outros sindicatos, como Associação de Servidores e Trabalhadores do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural Nacional (Asphan), Associação de Servidores do Instituto Brasileiro de Museus (Asbram), Associação de Servidores do Ministério da Cultura (AsMinC), Associação de Servidores e Trabalhadores da Funarte (Asserte).

Oliveira alega que acordos foram assinados entre o Ministério de Planejamento e a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), nos anos de 2007 e 2011, para promover equiparação de salários, abertura de concursos e negociação para igualar a aposentadoria do Iphan e das outras instituições vinculadas ao Ministério da Cultura. Apesar disso, nenhuma das cláusulas teria entrado em vigor para beneficiar os funcionários.

Existem muitos problemas. Desde a estrutura física do local onde trabalhamos até o conceito de trabalho. Falta parcial de água e luz, o ar condicionado não funciona e teve até reboco que caiu. Além disso, nossa aposentadoria é injusta e os salários desiguais, com pessoas cumprindo o mesmo cargo, mas ganhando diferentemente explica o presidente, acrescentando que no dia 5 de dezembro outra assembleia será convocada, com o intuito de acertar estratégias de ações de atos e preparação para a paralisação do dia 17.

Procurada, a assessoria do MinC optou por não se manifestar.

Publicado Originalmente no O Globo

 

 

 

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