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Para os amantes dos livros, da leitura e das bibliotecas alguns filmes disponíveis no catálogo do Netflix são interessantes para uma imersão nestes temas. Pensando nisso, a Biblioo preparou uma lista com sete título para você assistir durante o feriadão. Confira:

1. O menino que descobriu o vento

Existe algo fundamentalmente contraditório no costume de identificar casos excepcionais dentro da sociedade e utilizá-los como modelos que qualquer um poderia seguir. William Kamkwamba (Maxwell Simba) foi um garoto inteligentíssimo, autodidata, que descobriu um método de criar energia eólica no meio das terras secas do Malawi, de modo a garantir a irrigação das colheitas e a sobrevivência de uma população faminta. O diretor Chiwetel Ejiofor faz deste caso real um exemplo sobre a importância dos estudos, [e dos livros e das bibliotecas] da ecologia, de políticas humanitárias e do senso de comunidade.

“O menino que descobriu o vento”. Foto: divulgação

Em outras palavras, o garoto é instrumentalizado para caber dentro do formato narrativo e moral de uma fábula. Ele jamais representa a si mesmo, e sim algo muito maior: a importância das escolas, da união, da luta contra as opressões, do respeito ao próximo etc. Por esta razão, a história se transforma num grande tratado de valores morais que o diretor acredita serem necessários a todas as pessoas. […] O artista também acredita na necessidade da informação, tratando de explicar, aos olhos europeus e americanos, as consequências da miséria e da corrupção nos países africanos (Bruno Carmelo, Adoro Cinema).

2. A garota do livro

Alice Harvey, de 28 anos, é assistente de uma editora de livros, que sonha em ser escritora. Filha de um poderoso agente literário de Nova York, ela vai ser obrigada a enfrentar dolorosos acontecimentos de seu passado ao ser convidada para trabalhar no lançamento de um livro de Milan Daneker, um antigo cliente de seu pai, que a abusou sexualmente quando está tinha apenas 14 anos (Netflix).

“A garota do livro”. Foto: divulgação

3. A livraria

A história de “A Livraria” centra-se na trajetória de Florence Green — interpretada por Emily Mortimer, indicada ao Goya de Melhor Atriz —, uma mulher gentil e otimista que decide abrir uma livraria numa pequena cidade costeira da Inglaterra, no final da década de 1950. Viúva há vários anos, tendo perdido o marido na Segunda Guerra Mundial, Florence acredita que quando lemos uma história “nós a habitamos. As capas dos livros são como telhado e quatro paredes: um livro é uma casa”.

Emily Mortimer e Honor Kneafsey em cena de “A Livraria”, uma história de amor aos livros. Foto: divulgação

E é exatamente sua própria casa, transformada em livraria e chamada de Old House pela comunidade, que vai desencadear os eventos que farão de “A Livraria” mais do que uma pacata história de empreendedorismo. Apesar dos temores iniciais, o comércio prospera. Embora com certo estranhamento, os habitantes da vila acabam se aventurando timidamente pelo mundo das letras. Não demora para que Florence aprenda que ficção e ensaios vendem mais do que poesia. O lucro é suficiente para manter o sonho (Ademir Luiz, Revista Bula).

4. A sociedade literária e a torta da casca de batata

Inspirado no romance escrito por Annie Barrows e Mary Ann Shaffer (esta última, falecida em 2008), o filme “A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata” (original The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society), um nome longo e carregado de certa dose de humor, foi lançado no ano passado pelo Netflix e já conta com a aprovação do público.

“A sociedade literária e a teoria da casca de batata”. Foto: divulgação

A história é simples: em meio a uma crise criativa, a escritora Juliet Ashton (Lily James) recebe uma inesperada carta do fazendeiro Dawsey (Michiel Huisman), relatando como um livro o ajudou a passar pelos tortuosos dias de guerra. Intrigada com a missiva e com a existência de uma sociedade literária que carrega o nome de um alimento, Juliet conta com a colaboração de seu editor Sidney (vivido pelo excelente ator Matthew Goode, mas que ficou completamente obliterado no longa) e do noivo diplomata Mark (Glen Powell) e parte para Guernsey, uma das Ilhas do Canal tomada pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial (Mara Vanessa, Biblioo).

5. O mestre dos gênios

Baseado na biografia vencedora do National Book Awards Max Perkins: Editor of Genius, escrita por A. Scott Berg, o filme relata a história real da relação de amizade entre o gigante literário Thomas Wolfe (Jude Law) e o renomado editor literário Max Perkins (Colin Firth). Ao encontrar fama e sucesso de crítica ainda jovem, Wolfe é um talento em chamas com uma personalidade difícil de lidar. Perkins é um dos mais respeitados e conhecidos editores de todos os tempos, sendo o responsável por descobrir romancistas icônicos como F. Scott Fitzgerald (Guy Pearce) e Ernest Hemingway (Dominic West) (Guia da Semana).

“O mestre dos gênios”. Foto: divulgação

6. Um sonho de liberdade

Andy é um homem de negócios bem sucedido, traído pela esposa e acusado injustamente por um crime que não condiz com seu caráter. É reservado, conhece suas forças e sabe como usá-las, especialmente quando enfrenta adversidades.

Ele cria uma vida com significado mesmo dentro da prisão, conectando-se com as pessoas certas, fazendo favores aos guardas e resolvendo questões financeiras para o diretor em troca de melhores condições para os presos. Andy é otimista, tanto nas pequenas empreitadas como a doação de livros para a biblioteca, como nos grandes projetos como a sua saída da prisão.

A biblioteca de “Um sonho de liberdade”. Foto: divulgação

Red, o melhor amigo de Andy, já teve o pedido de soltura rejeitado muitas vezes e demonstra apatia e pessimismo mas vai mudando à medida que interage com Andy até a sua espetacular fuga, que se torna símbolo do valor da esperança (Cineterapia).

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