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Lançada em 1956 pelo antigo Instituto Nacional do Livro, a Revista do Livro da Biblioteca Nacional contou com nomes expressivos da inteligência brasileira em suas páginas, como Carlos Drummond de Andrade, Alexandre Eulálio e Augusto Meyer. Agora, em 2015, ela volta a circular, depois de intervalo de cinco anos. A retomada da revista coincide com a mudança no papel das bibliotecas, a partir da digitalização da informação e da internet. O futuro das bibliotecas no mundo digital é o principal tema desta edição.

O número atual, editado pela escritora e jornalista Sheila Kaplan, debate como o perfil das bibliotecas passa por transformação, de um lugar lento de reflexão e pensamento para um lugar de resistência à velocidade do ritmo imposto pelas redes sociais e pela internet. Traz depoimentos da diretora-geral da Biblioteca Nacional de Portugal, Maria Inês Cordeiro, da pesquisadora do IBICT, Lena Vania Pinheiro e da vice-presidente executiva do Conselho da Biblioteca Nacional de Cingapura, Ngian Lek Choh.

Participa do debate o presidente da Biblioteca Nacional, Renato Lessa, que comenta como as bibliotecas buscam novas formas de se adequar ao utilizar tecnologias emergentes. “Há pouco tempo falava-se em um dilema entre a necessidade de difusão do acervo e a contraditória política de proteção e a preservação dele, que impedia o acesso. Hoje, com a digitalização dos serviços da biblioteca, o papel das bibliotecas mudou, assim como o conceito de patrimônio cultural”, contextualiza.

Questões sobre a perda de espaço do suporte físico para o suporte eletrônico e de como combinar as missões de guarda de acervo e de abertura do acesso ao conhecimento e a promoção do acesso livre também estão presentes na edição, assim como as mudanças nos direitos autorais. O que mudou com a maior capacidade de oferta de novos serviços digitais – sons, textos, imagens, vídeos e a comunicação entre sistemas? E com a disponibilidade maior dos acervos raros à consulta pública após a digitalização? Quais as novas expectativas dos públicos das bibliotecas e como satisfazê-las?

Além de trazer questões tão fundamentais para debate, a publicação também está recheada de presentes para os apaixonados por arquitetura e por livros. O renomado fotógrafo Cristiano Mascaro, ex-estudante de arquitetura e que descobriu a fotografia entre os livros de uma biblioteca, apresenta as belezas arquitetônicas de dois dos maiores acervos bibliográficos do mundo que, poucas pessoas se dão conta disso, estão situados no Brasil: a Biblioteca Nacional e o Real Gabinete de Leitura. Outro presente são as páginas que relatam as referências utilizadas na produção do projeto arquitetônico da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, por Rodrigo Mindlin, neto do bibliófilo José Mindlin. E a leitura espacial das bibliotecas não termina aí.

A revista apresenta uma visita guiada por fora e por dentro dos livros da Biblioteca Nacional. Começa com as imagens, encontradas no acervo da seção de Iconografia da BN, da construção do edifício-sede da Avenida Rio Branco. E continua em um glossário de termos do universo dos livros – como ex-libris, iluminura, incunábulo – que representa um pouco do que o leitor pode encontrar na própria Biblioteca Nacional.

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