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Um tema bastante recorrente ao longo dos últimos anos, devido ao avanço das tecnologias de informação e ao aumento da produção científica no país, são os repositórios institucionais. Estes são sistemas de informação que armazenam, preservam, organizam e disponibilizam o acesso à produção científica de uma instituição, dando-lhe maior visibilidade e garantindo a sua acessibilidade ao longo do tempo.

Para a implementação destes repositórios estão disponíveis atualmente diversas ferramentas e softwares. Dentre eles, o mais conhecido é o DSPACE, que de acordo com o IBICT é um software livre para a construção de repositórios digitais para bibliotecas, arquivos e centros de pesquisa, que ao ser adotado pelas organizações transfere a elas a responsabilidade e os custos com as atividades de arquivamento e publicação da sua produção institucional.

No Brasil existem cerca de cem repositórios de instituições de ensino e pesquisa que podem ser recuperados através do site ROAR (Registry of Open Access Repositories). Cabe também aqui destacarmos o incentivo ao uso do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), uma adaptação do Open Journal Systems, software desenvolvido pela Universidade British Columbia, que possibilita a criação de revistas eletrônicas ou portais de revistas on-line e gerencia o processo editorial. Em 2012, o IBICT divulgou que 768 revistas de acesso aberto e 125 portais de revistas haviam sido criados no Brasil utilizando o SEER.

Outra iniciativa bacana é a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, com mais de 200 mil documentos, o que a torna a segunda maior biblioteca do gênero no mundo. O Movimento de Livre Acesso ao Conhecimento, lançado em 2005 por meio de uma iniciativa do IBICT, visa a estabelecer uma política nacional de acesso livre à informação, buscando apoio da comunidade científica em favor do acesso livre, da literatura de pesquisa qualificada revisada pelos pares. Mas ainda existe muito a ser feito nesta questão do acesso livre ao conhecimento, muitos entraves atrapalham a disseminação da informação de maneira livre e gratuita aos usuários.

Repositórios institucionais nas Instituições de Ensino Superior

Implementados em Instituições de Ensino Superior os repositórios institucionais fornecem um sistema que permite o acesso à produção científica de professores, alunos e pesquisadores. Com o depósito da produção científica temos o seu controle bibliográfico, o aumento da competição intelectual e redução da dispersão da informação. Deste modo, a criação de um repositório também faz sobressair a relevância da própria instituição perante seus pares, servindo de incentivo ao uso da produção intelectual e refletindo também na memória e no valor institucional.

Os repositórios institucionais podem ser potenciais indicadores da qualidade da universidade e também de sua relevância em termos científicos, sociais e econômicos, o que de alguma maneira irá aumentar a sua visibilidade, status e valor público.

As universidades brasileiras necessitam se atualizar neste sentido, pois muito de sua produção científica que poderia estar disponibilizada para a comunidade de usuários encontra-se retida devido à falta de políticas públicas e de incentivos à disseminação do acesso livre a informação.

Em entrevista ao Jornal da Ciência (SBPC), Helio Kuramoto enfatiza o fato de os pesquisadores brasileiros publicarem em uma revista científica comercial causa uma valorização desses pesquisadores junto àquelas revistas. Mas, o fato do pesquisador brasileiro depositar os seus artigos em um repositório digital não o denigre ou o desvaloriza junto aos editores científicos. Aliás, o fato de o pesquisador brasileiro não depositar a sua produção científica em nenhum repositório de acesso livre, só prejudica a ele próprio, pois ele deixa de dar maior visibilidade à sua produção científica e, com isto, certamente, os próprios editores científicos também deixam de ganhar, pois, da mesma forma, as suas revistas deixam de ter a visibilidade que teria se um artigo de seu periódico estivesse presente em um repositório digital.

O evento Conversas à mesa em sua última edição realizado na Escola Nacional de Saúde Pública/FIOCRUZ teve como tema os repositórios institucionais. Foram mencionadas iniciativas da Fundação Getúlio Vargas, FIOCRUZ e Biblioteca Nacional na questão da disseminação do conhecimento produzido por estas instituições.

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Comentários

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3 Comentários

  1. 5 de fevereiro de 2014 a 14:13 —

    Parabéns!

  2. Margareth Gadelha
    5 de fevereiro de 2014 a 14:20 —

    Parabéns Marília! É isso, pesquisar, escrever e divulgar a informação são qualidades nobres, continue assim que os bons frutos serão merecidos, ótimo texto!

  3. Rejane
    7 de fevereiro de 2014 a 9:53 —

    Parabéns, muito orgulho. Siga em frente e muito sucesso.

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