0
Compartilhamentos
Redefinição de Impressão Google+

Por Cecilia Coelho, da Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura, com informações da Unesco.

Imagens do Rio de Janeiro datadas de 1900 a 1950 e captadas pelas lentes da própria prefeitura do então Distrito Federal. Os registros fotográficos – e alguns negativos -mostram as principais intervenções urbanas sofridas na cidade. Entre elas, a reforma Pereira Passos, no início do século XX, as transformações de Carlos Sampaio, como o desmonte do morro do Castelo, considerado por muitos como um empecilho a ventilação e saneamento da cidade, e a abertura de grandes avenidas, como a Presidente Vargas.

Vista para a Enseada do Botafogo, com a então Avenida Beira-Mar, mostrando os jardins construídos. (Foto: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro)
Vista para a Enseada do Botafogo, com a então Avenida Beira-Mar, mostrando os jardins construídos. (Foto: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro)

Os Registros Fotográficos Oficiais das Intervenções Urbanas na Cidade do Rio de Janeiro (1900-1950), apresentados pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, foi um dos documentos inscritos no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco. A lista com os 10 nominados, selecionados do edital de 2015, foi publicada, nesta quarta-feira (14), no Diário Oficial da União.

O Programa Memória do Mundo, criado em 1992, é uma iniciativa da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), e reconhece documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor internacional, regional e nacional. Entre os objetivos da iniciativa estão os de preservar e difundir esse acervo e impedir que o patrimônio da humanidade seja esquecido.

Avenida Rio Branco localizada no Centro do Rio de Janeiro com o Teatro Municipal ao centro. (Foto: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro)
Avenida Rio Branco localizada no Centro do Rio de Janeiro com o Teatro Municipal ao centro. (Foto: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro)

Além dos registros fotográficos, outros documentos históricos foram selecionados. Partituras – Obras de Heitor Villa-Lobos (1901-1959), apresentadas pelo Museu Villa-Lobos; arquivo pessoal da artista Rubens Gerchman e a Produção Intelectual da Igreja Positivista do Brasil, apresentado pela Igreja Positivista do Brasil (IPB) são outros exemplos.

Decisões judiciais que marcaram época, como a caminhada do Poder Judiciário no reconhecimento de direitos sociais aos homossexuais, apresentado pela Justiça Federal de 1º Grau no Rio Grande do Sul -Seção Judiciária do RS (SJRS) também foram selecionadas no Programa.

História

O Programa Memória do Mundo da Unesco (Memory of the World – MOW) pressupõe que o patrimônio documental mundial pertence a todos, deve ser preservado e acessível “de maneira permanente e sem obstáculos”.

A iniciativa reconhece patrimônios documentais com relevância internacional, regional e nacional. Além de realizar registro com certificado, o programa facilita o acesso e preservação desse tipo de patrimônio.

Em setembro de 2004, o Ministério da Cultura criou o Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco – MOW Brasil. Desde seu funcionamento oficial, em 2007, lançou diversos editais que resultaram em acervos documentais nominados.

Palácio Monroe no Centro do Rio de Janeiro. (Foto: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro)
Palácio Monroe no Centro do Rio de Janeiro. (Foto: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro)

As candidaturas selecionadas foram:

I . Acervo da Comissão Construtora da Nova Capital – Belo Horizonte (1892-1903), apresentado conjuntamente pelo Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte – APCBH/FMC, pelo Museu Histórico Abílio Barreto – MHAB/FMC e pelo Arquivo Público Mineiro – APM.

II. Arquivo da Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (1611-1852), apresentado pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo.

III. Arquivo Pessoal Rubens Gerchman (1942-2008), apresentado pelo Instituto Rubens Gerchman.

IV. Cultura e Opulência do Brasil, De André João Antonil, apresentado pela Fundação Biblioteca Nacional.

V. Decisões que Marcaram Época: A Caminhada do Poder Judiciário no Reconhecimento de Direitos Sociais aos Homossexuais, apresentado pela Justiça Federal de 1º Grau no Rio Grande do Sul – Seção Judiciária do RS (SJRS).

VI. Iconografia do Rio de Janeiro na Coleção Geyer (séculos XVI a XIX), apresentada conjuntamente pela Casa Geyer e Museu Imperial / IBRAM.

VII. Partituras – Obras de Heitor Villa-Lobos (1901-1959), apresentadas pelo Museu Villa-Lobos / IBRAM.

VIII. Processos Judiciais Trabalhistas: Doenças Ocupacionais na Mineração em Minas Gerais – Dissídio Individuais e Coletivos (1941-2005), apresentados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região – Minas Gerais.

IX. Registros Fotográficos Oficiais das Intervenções Urbanas na Cidade do Rio de Janeiro (1900-1950), apresentados pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.

X. República e Positivismo: A Produção Intelectual da Igreja Positivista do Brasil, apresentado pela Igreja Positivista do Brasil (IPB).

Veja a portaria.

Cursos online de qualificação em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Acesse!

Comentários

Comentários

Postagem anterior

Estado Islâmico

Próximo post

Biblioteca virtual do Google é considerada legal nos EUA

Sem comentários

Deixe uma resposta