0
Compartilhamentos
Redefinição de Impressão Google+

dscn5182

Jovem se inspira em momentos do cotidiano (Foto: Carlos Dias/G1)

Do G1 Sorocaba

Concluir uma trilogia de poesias. Este é o objetivo da poetisa mirim Ana Cristina Rodrigues, de Sorocaba (SP). Com apenas 12 anos, a menina vendeu mais de mil exemplares da primeira obra, comemora o lançamento da segunda e já planeja a terceira. “Algumas pessoas falavam que o primeiro [Sementes de Ana Cristina] era apenas uma sementinha que ia brotar e, pensando nisso, decidi fazer o segundo: ‘Flores de Ana Cristina’. Já para finalizar, o terceiro será “Frutos de Ana Cristina”, diz. O Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado nesta segunda-feira (18).

Ao G1, ela explica que a diferença para o primeiro está na riqueza do vocabulário mais diversificado. “O novo livro é inspirado em datas comemorativas, pois são datas que todo mundo tem algo para lembrar. Sem falar que aprendi mais palavras e isso deu um toque especial”, conta.

Foi declamando seus versos em um sarau na cidade que surgiu o convite de uma editora para lançar o primeiro exemplar.

“Ficamos felizes com o convite, mas não tínhamos nenhuma condição de pagar a publicação. Com o passar do tempo, compramos de acordo com a quantidade de venda, que nos surpreendeu”, comemora a mãe.

O primeiro tem 20 poesias e o segundo tem 30. Questionada sobre o terceiro, ela preferiu manter o suspense e não revelar detalhes até ser lançado.

12068798_687715417996474_1640729534612940650_o

Palestras são para crianças e adultos (Foto: Ana Cristina/Arquivo pessoal)

Rotina
Em meio à nova rotina, a poetisa se preocupa com agenda de palestras e o rendimento na escola. Com um banner, caixas de livros e o microfone em mãos, ela busca despertar a leitura dentro de escolas e motivar adultos nas empresas. “A mensagem que eu passo é: ‘Acredite nos seus sonhos’. Quando você quer, você consegue. Além disso, incentivo muito a leitura”, diz.

Empolgada com a nova experiência, ela afirma que não há horário para escrever. Basta bater a inspiração que o papel e caneta fazem o resto. “Não tem hora e nem lugar, às vezes estou na escola e já escrevo”, comenta.

Infância e futuro
A relação com as frases começou aos 6 anos, antes mesmo de aprender a escrever. Conforme ia crescendo, a criatividade e a vontade de aprender a acompanhavam. Motivada pela família, ela usava histórias em quadrinhos, músicas e livros adquiridos pelos pais. “Apesar de ser uma novidade tudo isso para mim, eu sempre apresentei histórias para ela, porém, eu não imaginava que aquilo estava a ajudando a se tornar uma poetisa”, afirma a mãe, Andrea Rodrigues.

Se lançar dois livros ainda aos 12 anos é um sonho já realizado, ela mira o futuro em uma carreira focada em profissões que permitem a escrita. “Sei que não dá para viver só com a venda de exemplares. Por isso, penso em fazer uma faculdade de Direito ou até Publicidade e Propaganda”, finaliza.

Cursos online de qualificação em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Acesse!

Comentários

Comentários

Postagem anterior

Sem reforma, situação da biblioteca de Petrolina incomoda frequentadores

Próximo post

O papel da biblioteca

Sem comentários

Deixe uma resposta