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Tarde dessas, uma bem comum com nuvens cinza, e sem nada de especial, comecei a viajar nos meus pensamentos sobre deficiências… Particularmente sobre as minhas. Sim, sou um deficiente! Acredito que todos são assim, em diversos graus e habilidades. Pensa pequeno, quem apenas vê deficiências nas falhas genéticas ou dificuldades físicas.

As minhas são absurdas: uma certa surdez no ouvido direito, que faz com que eu pergunte várias vezes ao meu interlocutor, “O quê?”; um pendor ordinário a preguiça e uma relação de menosprezo a conjunção do verbo no futuro do presente do indicativo. Assim, todos os textos escritos e sem revisão ficam sem erros onde precisa e eu os coloco onde não deve. E a pior de todas: uma falta de onanismo social. Por isso, não importa onde esteja me sinto deslocado, mesmo agindo como se fosse o dono do lugar.

Já depus contra mim, e as suas quais são? Poderíamos colocar nas estantes das deficiências gerais humanas: falta de ética, apego a títulos, presunção, lamentações absurdas e sem sentido, sentimento de inferioridade frente ao mundo, acomodação… E a lista poderia se estender ao infinito!

E o que isso tem a ver com você leitor? Tudo! Que num mundo onde todos são deficientes alguns podem até se sentir melhor que outros, mas na verdade não são! Você tem muito mais poder nas suas ações do que imagina!

Enquanto alguns se preocupam com: “onde classificar esse livro?”, como passar no concurso público, salários e benefícios, troca de gentilezas entre os funcionários no departamento e o atraso de empréstimo do usuário. (Antes de me xingar, em nenhum momento disse que essas coisas não devem ser feitas ou conquistadas). Outros se preocupam com bibliotecas comunitárias, em menos burocracia para o leitor, contribuindo para um mundo melhor, ou em ajudar alguém com menos condições.

Como fazer isso? Bom só você pode me responder. Alguns desses bibliotecários trabalham em condições precárias na formação de novos leitores, como o idealizador do Biblioburro.

“Comecei com 70 livros, e agora tenho uma coleção com mais de 4.800”, disse Soriano, 36 anos, professor de escola primária que vive aqui numa pequena casa com sua esposa, seus três filhos, e livros empilhados até o teto. “Tudo começou como uma necessidade; então se tornou uma obrigação; e depois disso, um hábito”, explicou ele, olhando as montanhas se ondulando no horizonte. “Agora”, disse, “é uma instituição”.

Se ele sem recursos,em La Gloria, uma região da Colômbia fatigada pela guerra, com seus dois burros, Alfa e Beto, com algumas sacolas cheias de livros, sob um sol implacável e uma placa com a palavra “Biblioburro” pintada em letras azuis faz a diferença!

Imagina você?

Se somos sonhadores? Sim! E talvez seja uma debilidade minha sonhar, mas quando eu olho o mundo a minha volta e vejo que toda tecnologia humana foi um sonho de alguém, me pergunto, por que não?

“As pessoas pensam que sonhos não são reais apenas porque não são feitos de matéria, de partículas. Sonhos são reais. Mas eles são feitos de pontos de vista, de imagens, de memórias e trocadilhos, e de esperanças perdidas.” Neil Gaiman

Agulha3al – Sempre foi um sonhador, uma deles é um dia conseguir ser tornar uma árvore…

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