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RIO – Com um projeto pioneiro em toda a África, Angola se destaca com inovador Plano Diretor de Mediatecas, com abrangência em todo o território nacional. Todo o projeto foi concebido através da consultoria da Fundação CTIC da Espanha. Uma comissão de técnicos angolanos e espanhóis visitaram e avaliaram diferentes soluções nos países de língua portuguesa. O BNWEB, software nacional desenvolvido pela Contempory, foi então selecionado para a avaliação final pelos técnicos, e depois escolhido como a melhor solução para a gestão de toda a Rede de Mediatecas de Angola (ReMA).

 

De acordo com Henrique Kelmer, diretor técnico da Contempory, desde os primeiros contatos viu-se que existia um grande cuidado na seleção e avaliação da solução que seria utilizada. Ele conta que aconteceram algumas reuniões seguidas por uma visita técnica, aonde dois consultores da fundação CETIC, vieram ao Brasil para avaliá-los. Uma vez que sua solução foi aprovada na parte técnica, aconteceu uma segunda avaliação de uso, sendo esta realizada nas instalações da Biblioteca do Centro Acadêmico do Senac de São Paulo e também na Biblioteca de São Paulo, as quais já utilizam o sistema.

Kelmer avalia de forma positiva a escolha: “Mesmo com todos estes desafios, nossa empresa acredita muito na experiência e na nossa solução que trabalhamos continuamente, e é claro que ficamos muito contentes pela Contempory/BNWEB ter sido a empresa selecionada”.  Para ele, “tudo isto demonstra a capacidade dos brasileiros de atuar de igual com os profissionais em todo o mundo”.

Kelmer e Valéria Sá, também da Contempory, estiveram na semana de 06 a 10 de fevereiro deste ano em Angola participando de encontros com os grupos de formadores, diretores e a própria comissão do projeto, cuja coordenação está sob a responsabilidade direta do professor Pedro Teta, que é vice-ministro das Tecnologias de Informação. Com a escolha, o sistema BNWEB passará a gerenciar a rede de cinco bibliotecas que serão inauguradas em agosto deste ano e até 2015 integrará vinte e cinco bibliotecas. “Em todas as reuniões, sempre ficou muito claro que entre todos os objetivos, um dos principais pontos seria a ‘rede’, ou seja, a uniformidade de recursos, padrões, regulamento, ou seja, oferecer aos ‘clientes’ um modelo único em todas as unidades”, ressalta Kelmer, acrescentando que “com este foco, o papel da Contempory, será oferecer a ferramenta de gestão para a Rede de Mediatecas, sendo este o principal e único sistema totalmente interligado e em tempo real entre todas as unidades”.

Novas oportunidades

Não bastasse a escolha de uma empresa brasileira para integrar um projeto de tamanha envergadura, Kelmer ainda destaca as possibilidades profissionais aos brasileiros que tal empreitada pode trazer: “pelo trabalho que realizamos na capital Luanda, posso indicar que a área de capacitação/formação abrirá muitas oportunidades”. Tanto é assim que o governo angolano tem se preocupado com a questão da formação. Está prevista para as próximas semanas a chegada de uma delegação de vinte pessoas com licenciaturas em áreas sociais, indicadas pelo Instituto Nacional de Bolsas de Estudo de Angola (INABE), que frequentarão um curso de especialização em Biblioteconomia, de dez meses, no Senac de São Paulo.

 

A ideia é que esses quadros recebam noções de gestão de bibliotecas e de mediatecas, para que, em finais do próximo ano, Angola possa ter um mínimo de três técnicos qualificados em todas as províncias.

 

 

 

Clique aqui para ler integralmente a entrevista de Henrique Kelmer que compôs esse artigo

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