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A constatação de que “um pais se fazer de homens e de livros” (Monteiro Lobato) é bem conhecida, contudo, indispensável para compreender o valor que o conhecimento agrega a qualquer sociedade. Ao lado dos homens, ou seja, dos cidadãos, dos sujeitos, das pessoas, figuram os livros. As nações mais desenvolvidas há muito aprenderam essa lição. A American Library Association (ALA), por exemplo, entrou em 2008 com um pedido, no Congresso americano, de financiamento no valor de US$ 100 milhões, para investir nas bibliotecas americanas. A justificativa é a de que a verba é necessária para ajudar as famílias de trabalhadores afetadas pela crise norte-americana a atravessar esse período econômico difícil pelo qual o país está passando (Blog do Galeno), cujo desenrolar parece longe do fim.

É necessário frisar, no entanto, que os investimentos na área do conhecimento não se restringem aos livros, mas, sobretudo a formação de profissionais que possam dar conta das demandas sociais. Nesse sentido, a Biblioteconomia como ciência e como técnica, que se preocupa com os fluxos informacionais, numa sociedade cada vez mais pautada pela informação, está de parabéns. Primeiro pela leva de profissionais competentes que tem formado. Segundo pelos 100 anos do primeiro curso no Brasil, que nos remete aos primórdios da formação dos quadros, que se dera nos porões da Biblioteca Nacional. É bem verdade que a Biblioteconomia perdeu muito de sua formação humanista, fazendo com que muitos profissionais sejam incapazes de refletir sobre seu fazer diário. Contudo, ainda encontramos alguns resistentes. E é em nome desses resistentes que a luta deve continuar. Nesse terceiro número, a biblioo traz aos seus leitores informações importantes sobre esses 100 anos, no qual todos (profissionais, estudantes e entusiastas da Biblioteconomia) estão de parabéns.

A biblioo traz ainda: Remake de um coração, mais uma crônica do campeão de comentários da última edição, Ronny Laebe; E que venha a próxima FLIP, na qual nossa revisora, Juliana Bastos faz um retrato da festa literária mais badalada do país; Domingo é dia de cinema e debate, em que Rodolfo Targino mostra uma atitude pra lá de bacana, na qual se procura construir um público de cinema no Brasil que, ao que tudo indica, ainda é figura rara.

A enquete abordou um tema super polêmico, posto que diz a máxima que “política, futebol e religião não se discute”, pois são questões subjetivas. Mesmo assim o leitor opinou (38%) pelo não fundamento da Lei nº 5.998 de 01 de Julho de 2011 que obriga as bibliotecas do Estado do Rio de Janeiro a manter um exemplar da bíblia sagrada.

Mais uma vez a biblioo traz novidades em seu aspecto visual. Esperamos que aproveitem tudo. Boa leitura!

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Comentários

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2 Comentários

  1. 5 de agosto de 2011 a 21:16 — Responder

    Tá bonito Francisco!!!

  2. Chico de Paula
    5 de agosto de 2011 a 21:25 — Responder

    KKKKKKKKKKKKKKKKK
    São seus olhos, Marcos!
    Obrigado pela contribuição com a revista!
    Abraço!

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