0
Compartilhamentos
Redefinição de Impressão Google+

Por Xandra Stephanel, da Rede Brasil Atual.

Em 1975, no auge da Guerra Fria, seis países latino-americanos governados por militares de extrema-direita se uniram para aniquilar a oposição política, que eles chamavam de “ameaça comunista”. Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai fizeram parte dessa tenebrosa aliança que o fotógrafo português João Pina apresenta na exposição Operação Condor, em cartaz no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro até 22 de fevereiro. A mostra reúne 113 imagens que documentam histórias de brasileiros e sul-americanos diretamente afetados pelas ditaduras. As fotografias em branco e preto são apresentadas em oito séries: Brasileiros, Retratos, Paisagens, Laboratório, Prisões, Julgamentos, Salas de Tortura e Arquivos.

Patologista transporta restos mortais de um possível guerrilheiro brasileiro (alto); militares argentinos escondem rosto durante julgamento; e celas do campo de concentração de Emboscada, no Paraguai
Patologista transporta restos mortais de um possível guerrilheiro brasileiro (alto); militares argentinos escondem rosto durante julgamento; e celas do campo de concentração de Emboscada, no Paraguai
Avião usado pela ditadura argentina para atirar militantes de esquerda, ainda vivos, no mar
Avião usado pela ditadura argentina para atirar militantes de esquerda, ainda vivos, no mar

Pina dedicou uma década a pesquisas em arquivos, entrevistas e produção de retratos de antigos presos políticos, de parentes de vítimas da ditadura e de antigos centros de detenção. Além da exposição, esta extensa e dolorosa pesquisa também rendeu ao fotógrafo o livro Condor (Ed. Tinta da China, 246 págs.), lançado no final de 2014. “A série Operação Condor vai muito além de imagens documentais. Elas falam de ausência, da perda do que é irrecuperável, da procura de identidades desaparecidas e ainda sem explicação, da dor dos que deixaram de conviver com familiares e amigos, do corte seco que levou para sempre os que tiveram a liberdade tolhida nos anos da ditadura. É mais que uma exposição: é um documento sobre cicatrizes”, afirma o curador da exposição, Diógenes Moura. Em cartaz no MAM de terça a sexta, das 12h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 19h, na Av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, tel. (21) 3883-5600. R$ 7 e R$ 14.

Cursos online de qualificação em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Acesse!

Comentários

Comentários

Postagem anterior

Incentivo à leitura

Próximo post

Biblioteca Rio450

Sem comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *