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Por Bruno Alfano, do Extra.

O Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Freguesia, Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, foi ocupado na tarde desta segunda-feira por cerca de 200 estudantes. Eles apoiam a greve dos professores e exigem que a Secretaria Estadual de Educação abra diálogo sobre as reivindicações dos servidores e dos alunos.

Os jovens já criaram comissões para dividir tarefas como limpeza, segurança, alimentação e atividades culturais.

— O nosso real objetivo é pressionar para que exista negociação com o governo. O nosso grito também é contra a direção do colégio, que tenta proibir a organização dos alunos — disse o estudante João Victor da Silva Barbosa, de 18 anos, aluno do terceiro ano do Ensino Médio.

O estudante também afirmou que os cortes do governo afetam o dia a dia do colégio. Segundo ele, a escola não tem mais xerox, internet e telefone: — A gente ainda vê os funcionários sem receber.

Um grupo de professores está nesse momento no colégio. Eles negam que a “ocupaço” seja realizada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe).

– Estamos aqui para acompanhar o que está acontecendo e garantir a integridade dos alunos – afirmou Felipe Guerra, professor de História de outra escola da Ilha: – Afirmar que há interferência do Sepe é subestimar a capacidade dos alunos.

A Secretaria Estadual de Educação entrou em contato com os alunos para negociar a desocupação. O gabinete ofereceu uma reunião com eles na terça-feira, se saíssem da escola ainda nesta segunda. Em assembleia, os estudantes negaram a proposta porque não têm garantias de que isso vai ser cumprido. O diretor está na escola e tenta negociar com os alunos. Segundo a secretaria, a ação prejudica o funcionamento da escola, que atende a 2.300 alunos.

O Conselho Tutelar argumenta que é proibido que alunos menores de idade continuem na ocupação durante a noite. Os estudantes estão negociando com os representantes do Conselho e da direção da escola.

No ano passado, em São Paulo, estudantes ocuparam cerca de 200 unidades de ensino em protesto contra o projeto de reorganização das escolas apresentado pelo governador do estado, Geraldo Alckmin. A proposta, que acabou sendo abandonada, previa o fechamento de 94 colégios.

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