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Após Nicolas Maduro vencer as eleições presidenciais no último domingo (14), uma onda de protestos violentos deixaram 7 mortos e 61 feridos na Venezuela. O presidente eleito acusa o candidato da oposição, Henrique Capriles, e seus apoiadores pelos protestos e depredações.

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                                                             FOTO: Agência Lusa   

Com um cenário bem parecido com o Golpe de Estado que Hugo Chávez sofreu em 2002, os opositores a vitória de Nicolas Maduro alegam fraudes nos processo eleitoral, já que a vitória de Maduro sobre Capriles teve uma diferença inferior a 2%.

A mídia brasileira como sempre já escolheu seu lado nesse caso, as recentes coberturas sobre a Venezuela, principalmente das organizações Globo, são vergonhosas e tendenciosas chegando a alegar que a vitória de Nicolas Maduro não é legítima devido à pequena diferença na quantidade de votos dos candidatos.

Recentemente tivemos um fato parecido aqui no Rio de Janeiro, nas eleições do seu primeiro mandato, o prefeito Eduardo Paes foi eleito com uma pequena diferença de votos em relação ao seu adversário Fernando Gabeira. Por acaso a diferença apertada colocou o governo de Paes ilegítimo?

Outro ponto abordado pela mídia brasileira é rotular a Venezuela como uma ditadura, mas é muito estranho em uma ditadura ver o opositor ao atual governo, Henrique Capriles, tendo o direito de se pronunciar em todos os canais de comunicação da Venezuela e ainda convocar a população para um panelaço.

Se a situação fosse inversa, quem tivesse saído derrotado fosse o Nicolas Maduro será se a postura da mídia brasileira seria a mesma? Com certeza não. Hugo Chávez morreu, mas o seu legado continuará, a vitória de Nicolas Maduro nas urnas prova que o povo venezuelano está do lado de um governo eleito de forma democrática.

Por enquanto os Estados Unidos ainda não reconheceu a vitória de Nicolas Maduro e nega que exista uma ambiente parecido com o Golpe de Estado de 2002. Isso explica o silêncio da mídia brasileira em relação à situação política na Venezuela.

As palavras de Malcom X dizem muito a respeito nesse momento: “Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo”.

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