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Em algum momento nos últimos anos, o blog morreu. Em 2014, as pessoas vão finalmente perceber. Claro, ainda existem blogs, muitos deles são excelentes, e eles vão continuar existindo e sendo excelentes por muitos anos vindouros. Mas a função do blog, a tarefa informativa nebulosa que todos nós concordamos que o blog estava cumprindo durante a última década, está cada vez mais sendo realizada por um número crescente de formas de mídia que são parecidas com blogs, mas decididamente não são blogs.

Em vez de blogs, as pessoas estão twittando, pinnando coisas, postando no Reddit, Snapchat, atualizando status no Facebook, fotos no Tumblr e Instagram e publicando textos no Medium. Em 1997 adolescentes conectados criaram diários online e em 2004 o blog era rei. Hoje, os adolescentes estão tão propensos a começar um blog (em vez de Instagram ou Snapchat) tanto quanto estão dispostos a comprar um CD de música. Blogs são para pessoas de 40 com filhos.

Em vez de lançar blogs, as empresas estão construindo aplicativos móveis, revistas para o Newsstand do iOS e coisas como The Verge. The Verge ou Gawker ou Talking Points Memo ou BuzzFeed ou The Huffington Post não são mais blogs do que o New York Times ou a Fox News, e cada vez mais não estão se referindo a si mesmos como tal.

O modo principal para a distribuição de links mudou da rede de blogs frouxamente ligados para serviços totalmente integrados, como o Facebook e Twitter. Se você olhar para os links recebidos por um site como o BuzzFeed, você verá toneladas de tráfego vindo do Facebook, Twitter, Reddit, StumbleUpon e Pinterest, mas não muito de blogs, mesmo no agregado. Para o mês passado no BSF, 14 por cento do tráfego veio de referências em comparação com 30 por cento a partir de sociais, e eu nem sequer trabalho tão duro na otimização de mídia social. Sites como o BuzzFeed e Upworthy não estão mais buscando o tráfego de blogs. Mesmo os publicistas entupindo minha caixa de email com material promocional exortam-me a “compartilhar esta informação em meus canais de mídia social” em vez de publicá-la em meu blog.

A metáfora do design como coração do formato do blog está em declínio também. Em um artigo no The Atlantic, Alexis Madrigal, diz que o fluxo cronológico inverso (também conhecido como “rio de notícias”) está no seu caminho para a extinção. Snapchat, com a sua mídia efêmera, é um aplicativo onde o fluxo de publicações não é óbvio; Madrigal chama isso de “um nevoeiro que passa.” O news feed do Facebook é cada vez mais organizado por importância, não cronologia. Pinterest, Digg e um número crescente de outros sites usam layouts de grade para apresentar informações. Twitter está chegando a assemelhar-se com notícias de rádio conforme meios de comunicação repassam as mesmas estórias ao longo do dia (caso você tenha perdido alguma delas). Reddit ordena histórias por pontuação. O projeto da primeira página do BuzzFeed mal importa, porque a maioria do seu tráfego vem de outro lugar.

Então, descanse em paz o Blog, 1997-2013. Mas isso não é motivo para lamentar. O ”Stream” pode estar em declínio, mas ainda domina. Todos os meios de comunicação social na web e em aplicativos móveis tem DNA do blog neles e isso vai continuar por um longo tempo. Ao longo dos últimos 16 anos, o formato de blog evoluiu, ganhou espaço social e se transformou no Facebook, Twitter e Pinterest e essas novas espécies agora tomaram seu lugar. Nada demais, é assim que a tecnologia e a cultura funcionam. Se você quer algo para chorar, chore sobre o declínio da web aberta, a morte que seria um grande golpe para todos nós. Mas, talvez, esse seja um tópico para deixar para 2015.

Boa viagem, velho amigo. Foi incrível.

Tradução do original The blog is dead, long live the blog.

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