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É comum nas listas de discussão de bibliotecários se receber questionamentos de quanto e como cobrar por um serviço. A nossa profissão é formada na sua maioria por assalariados. Não usamos a nossa prerrogativa de profissional liberal oferecendo o nosso trabalho às diversas empresas de forma autônoma.

Desde o vestibular vejo relatos de alunos almejando passar em bons concursos públicos. Nada contra a segurança de uma carteira assinada, ou da estabilidade, mas a falta de empreendedorismo é o que faz com que a nossa profissão tenha pouca visibilidade. Somente quando cada profissional investir no seu marketing pessoal para conquistar mercado esta imagem será modificada.

Voltando ao tema do artigo, seguem algumas regras básica para compor o preço/valor de um serviço.

O quanto cobrar é definido por:

1- Preço praticado pelo mercado onde você reside (consulte outros colegas da sua

região para saber os valores praticados).

2- O valor que a empresa está disposta a pagar (normalmente a empresa já tem um

valor em mente, baseado em cotações com outros profissionais).

3- O quanto você quer receber: você pode querer receber um valor abaixo do mercado, igual ao mercado ou acima do mercado.

Trabalhando com um valor abaixo do mercado, você poderá conseguir mais clientes inicialmente, mas é importante saber calcular seus custos fixos e variáveis, pois poderá trabalhar bastante e no final ficar no negativo.

Se o seu único diferencial for o preço baixo, logo irá aparecer alguém que irá se oferecer por um valor menor.

Trabalhando com um valor igual ao mercado, e não tendo diferenciais, você pode logo ser trocado por outro profissional.

Trabalhando com um valor acima do mercado, é importante que você tenha diferenciais, qualidades percebidas pelo cliente, que façam com que ele concorde em pagar um valor mais alto.

O trabalho com diferencias e qualidade alta é o que fará você permanecer e crescer no mercado.

O custo do trabalho é determinado pelos custos fixos e variáveis de cada profissional.

Os custos fixos são aqueles que você precisa pagar todos os meses. Cada um tem uma realidade diferente: mora com os pais, é casado, já possui casa própria, etc.

A questão é: quais os custos fixos que você precisa cobrir com a realização deste trabalho, determinando o tempo que o serviço irá durar você já terá uma estimativa inicial do valor do serviço a ser negociado.

Os custos variáveis são determinados pelas características do serviço que será desenvolvido:

– Custo das passagens ida e volta até o local do trabalho;

– Custo da alimentação (em restaurante, posso almoçar em casa pois é próximo, etc.);

– Impostos devidos conforme a exigência do contratante (RPA, Nota Fiscal, Recibo

Simples ou Contrato Particular de Trabalho);

– Impostos normais (IRRF, INSS, ISQN);

– Receberei um valor inicial, ou preciso me manter por 30 dias até receber o primeiro pagamento?

Os trabalhadores manuais (encanadores chaveiros, pedreiros, etc.) têm a sua tabela. Faça uma pesquisa para acabar com um vazamento na sua casa e perceberá que todos praticam mais ou menos o mesmo valor. Você irá descartar o encanador que cobrar R$ 10,00 (muito barato todo mundo desconfia) e o que cobrar muito acima da média. Dentre aqueles que tiverem um preço aproximado, você irá contratar aquele que lhe transmitir maior confiança, aquele que você já conhece o trabalho, ou foi recomendado por alguém que você conhece.

Está é a mesma lógica que uma empresa utiliza para contratar um bibliotecário.

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Comentários

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3 Comentários

  1. Ana Ilka
    21 de março de 2013 a 12:52 — Responder

    Acho interessante a tradição de não empreender dos bibliotecários. Somos também profissionais liberais. Basta pensar no seguinte fato: centenas de milhares de bibliotecas escolares, corporativas, comunitárias, de órgãos públicos, centros de documentação, suporte informacional a várias carreiras profissionais, staff de redes etc. Por que não exercemos consultorias? Por que não investimos no fomento de novas bibliotecas? Temos idéia fixa em organizar bibliotecas. Isto é importante, não duvido. Mas há um leque imensurável de opções profissionais para bibliotecários e profissionais congêneres. Pensem!
    Ana Ilka Cruz Galvão – bibliotecária (UNB) da Câmara dos Deputados, estudante de engenharia da produção e Matemática. Licenciada em Estudos Sociais.

  2. Lívia
    14 de setembro de 2016 a 14:35 — Responder

    Infelizmente não são todos os bibliotecários que possuem uma mentalidade importante, seguem sendo tecnicistas e já acham que está de bom tamanho…

  3. Lívia
    14 de setembro de 2016 a 14:36 — Responder

    inovadora*

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