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Bibliófilo eletrônico. É assim que gostaria de ser chamado. Alguns adotam o jeito e a pronúncia anglo-lusitana e sintetizam para e-bibliófilo em que o e de eletrônico é dito i. Não importa. Qualquer que seja o nome, o fato é que sou um amante, um aficcionado, um incorrigível adorador dessa que foi a maior invenção de todos os tempos: o livro eletrônico em seus diferentes formatos. Além de tudo sou um colecionador dos suportes e maquininhas que foram criados, principalmente a partir de 2020, para registrar as criações da mente humana.

Sempre que posso, percorro, em êxtase, minha coleção, e não posso passar sem o diário contato com o mais recente apetrecho, que me permite delirantes fantasias em matéria de interação com uma máquina que falta pouco para se tornar realmente inteligente e totalmente ergonômica, para não dizer sensual. Não estou me referindo ao conteúdo, mas ao continente com suas possibilidades de experiências inéditas e prazerosas.
O livro com que agora me deleito pode ser ajustado ao tamanho que for mais conveniente para o leitor. Seu chassi é feito de nanotubos de carbono, que, com o calor do corpo, a ele se amolda, em gozosa intimidade. Feito um relógio mole de Dalí. Filho da tecnologia quântica, não possui partes móveis nem destacáveis e a interação comigo se faz por comando de voz ou de pestanejar: basta um comando verbal ou determinadas e simples sequências de piscadelas para que as páginas sejam mudadas ou que se ative o mais avançado e flexível sistema de hipertexto e multimídia.

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