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Sou feliz! De boa, tenho problemas como todas as pessoas a minha volta e alguns até bem ridículos, tipo: peguei um parasita, vulgo fungo, entre os dedos do pé direito que tá me dando um trabalho danado para matar. Mas fora isso, sou feliz pra caramba! Tenho amigos bacanas, alguns colegas babacas e familiares que brigam muito e que provavelmente vão competir discretamente no Natal (pelo melhor prato, roupa ou quem deu o melhor presente). Trabalho, pago impostos e vou morrer mais dia, menos dia como todo mundo! Incluído, claro, você!

…Morrer…

“… Morrer tão completamente

Que um dia ao lerem o teu nome num papel, perguntem: “Quem foi?…” (A Morte absoluta, Manoel Bandeira)

Por me lembrar constantemente que vou morrer, consigo diminuir e muito a agonia e o estresse dos aborrecimentos cotidianos. O atraso das encomendas, do vôo, do engarrafamento, do transito caótico, as tarifas do banco, os compromissos adiados, a não ida ao cinema, o prazo a ser cumprindo (para ontem, sempre é para ontem!) e todas essas pequenas coisas ridículas que conseguem estragar o dia de qualquer um.

Aproveitamos à vida? Temos uma boa vida? Essa é uma resposta pessoal e eu não posso responder, só você pode. Mas tenho observado que, em geral, passamos os dias como se fossemos viver para sempre. Transitando entre o que foi e o que será, ambicionando o amanhã, gastando o hoje pensando sobre o que fazer com as sobras (isso se sobrar salário no fim do mês), que roupa usar na festa do final de semana, onde comer, que carro comprar, onde passar as férias. Como se a felicidade só existisse num futuro que nunca chega. Num outro extremo, vivemos com um saudosismo absurdo do ontem, dos amigos da faculdade, do tempo da penúria, das festinhas, das bebedeiras, de um amor, da infância…

Somos um bando de colecionadores e acumuladores sem noção. Acumulamos! É isso que a nossa sociedade sempre fez. Acumulamos, acumulamos, acumulamos: roupas, objetos e livros! Assim, nesse natal gostaria de te propor um desafio: desapegue-se! Destralhe-se! Liberte sua vida da tirania de objetos e coloque qualidade de vida na sua e na de outro ser humano! Doe roupas, sapatos, sorrisos e principalmente doe livros! Sim, livros! Dê uma olhada em sua estante e veja quantos livros mortos, fechados, acumulando pó, estragando… Quanto tempo faz mesmo que você releu algum? Não lembra? Desapegue-se! Tente, escolha cinco, e escreva na folha de rosto:

Esse livro deve viajar e alimentar outras mentes e corações

Você pode ter recebido ele de presente, ou o encontrado numa cadeira de um shopping, no trem, num ônibus, aeroporto ou metrô. Não importa o local.

Esse livro não deve pertencer a ninguém, ser vendido ou negociado. Caso seja encontrado na estante de alguém, num sebo ou livraria, o roube e repasse!

Desapegue-se das coisas e viva mais! Aproveite seu dia hoje, olhe nos olhos de outro ser humano e compartilhe cultura, ao invés de alimentar fungos e traças. Incentive a leitura e plante emoções:

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ASdHSmNGUoU

https://www.youtube.com/watch?v=F_jyXJTlrH0&feature=player_embedded

“Pra saber ler, pra altear pé de mesa, pra aprender a usar a imaginação, pra enfeitar sala, quarto, a casa toda, pra ter companhia dia e noite, pra aprender a escrever, pra sentar em cima, pra rir, pra gostar de pensar, pra ter apoio num papo, pra matar pernilongo, pra travesseiro, pra chorar de emoção, pra firmar prateleiras, pra jogar na cabeça do outro na hora da raiva, pra me-abraçar-com, pra banquinho pro pé. Eu sempre usei livro pra tanta coisa, que a coisa que mais me espanta é ver gente vivendo sem livro” (Feito à Mão, Lygia Bojunga).

Use os livros, não os colecione e Feliz Natal!

Agulha3al escreveu esse texto como parte integrante da campanha #desafio48horas, onde incentiva as pessoas a sair da rotina e pensar sobre o que fariam se só tivessem dois dias de vida.

Para saber mais sobre essa campanha clique aqui.

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