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Com a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma, a palavra “golpe” estampou as capas dos jornais, esteve presente em grande parte dos pronunciamentos dos parlamentares e foi ecoada nas manifestações de rua. Por outro lado, o sentido estrito da palavra sempre esteve presente na rotina do cidadão comum e está sendo aplicado neste momento no Rio de Janeiro contra os aposentados, pensionistas, professores, estudantes e moradores das favelas.

A narrativa “não vai ter golpe” parece afastada das lutas e demandas sociais e vem se resumindo em uma disputa entre o PT, PMDB e PSDB pelo jogo da governabilidade. O Partido dos Trabalhadores não sinaliza nenhuma proposta democrática para discutir o futuro do país e, por outro lado, um governo Temer com sua “ponte para o futuro” passa longe das garantias sociais e das pautas populares. A grande verdade é que o cenário de instabilidade e a agonia continuarão com ou sem impeachment.

Diante do momento de incertezas em relação ao futuro do país, a edição 55 da Revista Biblioo tem como destaques a reportagem de capa, de autoria da Mara Vanessa, sobre a atual situação política e os reflexos na área cultural; a entrevista exclusiva com Gilda Queiroz, em que a bibliotecária falou de sua trajetória profissional e analisou o contexto político atual e a reflexão de Wander Pavão acerca da possível extinção profissional da Biblioteconomia.

Em uma conjuntura política nebulosa, as palavras de Eduardo Galeano, falecido há um ano, utilizadas no título deste editorial servem de reflexão: “Na luta do bem contra o mal, é sempre o povo que morre”.

Boa leitura!

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