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Na tarde da última segunda-feira (21) foi publicado o texto final do manifesto que reúne até o momento mais de mil assinaturas de autores, editores, profissionais do livro, entre outros, em defesa da democracia.

 O manifesto tem adesão de grandes nomes da música popular brasileira e escritores renomados. Antonio Candido e Chico Buarque são nomes que estão entre os apoiadores.

O abaixo assinado defende os “valores democráticos” e o “exercício pleno da democracia, com base nos princípios da Constituição Federal, no momento ameaçados”.

O manifesto está disponível para o público em geral no site de petições Avaaz.

Leia a íntegra do manifesto:

“Escritores e profissionais do livro pela democracia”

Nós, abaixo assinados, que escrevemos, produzimos, publicamos e fazemos circular o livro no Brasil, vimos nos manifestar pela defesa dos valores democráticos e pelo exercício pleno da democracia em nosso país, de acordo com as normas constitucionais vigentes, no momento ameaçadas.

Não podemos imaginar a livre circulação de ideias em outra ordem que não seja a da diversidade democrática, gozada de forma crescente nas últimas décadas pela sociedade brasileira, que é cada vez mais leitora e tem cada vez mais acesso à educação.

Ainda podemos nos recordar facilmente dos tempos obscuros da censura às ideias e aos livros nos 21 anos do regime ditatorial iniciado em 1964.

A necessária investigação de toda denúncia de corrupção, envolvendo a quem quer que seja, deve obedecer às premissas da legalidade e do Estado democrático de direito.

O retrocesso e a perda dos valores democráticos não interessam à maioria do povo brasileiro, no qual nos incluímos como profissionais dedicados aos livros e à leitura.

Ao percebermos as conquistas democráticas ameaçadas pelo abuso de poder e pela violação dos direitos à privacidade, à livre manifestação e à defesa, combinadas à agressividade e intolerância de alguns, e à indesejada tomada de partido por setores do Poder Judiciário, convocamos os profissionais do livro a se manifestarem em todos os espaços públicos pela resistência ao desrespeito sistemático das regras básicas que garantem a existência de um Estado de direito.

Dizemos não a qualquer tentativa de golpe e, mais forte ainda, dizemos sim à Democracia.”

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