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Uma das atrações do Café Literário do dia 9 na Bienal do Livro teve como tema Apresentando o Livro Digital, um bate papo com Carlo Carrenho, Daniel Pinsky e Giselle Beiguelman, pesquisadores e profissionais do livro 2.0. A mediação ficou por conta de Cristiane Costa.

A discussão iniciou com a questão do fim do livro impresso. Carlo Carrenho comentou que o livro em papel não deve acabar completamente, “acho que tem uma diferença entre o amor e o interesse pela leitura, e o amor e o interesse pelo livro; o livro é um objeto de fetiche”.

No papel de editor, Daniel Pinsky fala que as editoras brasileiras enxergaram o que está acontecendo lá fora (o crescimento exponencial do livro digital) e estão trazendo também pra cá esta experiência. Segundo ele, as editoras ainda encontram-se muito apegadas ao modelo tradicional, mas que uma parte da cultura é digital, tornando-se inevitável a adoção dessas novas tecnologias.

Em seguida Pinsky apresentou um Kindle ao público e comenta que também acredita no avanço do livro digital no Brasil.

Giselle Beiguelman diz que este tipo de discussão ocorre desde em que se fala de mídia digital e que falar do livro digital não quer dizer o fim do livro impresso. ”O cinema não acabou com o teatro, a televisão não acabou com o cinema e a cultura digital não vai acabar com a cultura impressa”, destaca Beiguelman. Ela comenta que “essa discussão já acorreu no final dos anos de 1980 com o surgimento do CD-ROM, [por exemplo]“.

Num outro momento, o público apresentou questões cujas respostas poderiam parecer óbvias, como a própria mediadora colocou. A capacidade de armazenamento de um Kindle e preocupação em não perder os arquivos, foram algumas destas questões.

Ao final, falou-se do custo benefício do livro digital com relação ao livro impresso. Os tablets podem ser um ótimo investimento, uma vez que possibilita a compra de livros na internet com preços mais acessíveis e, muitos deles, fornecem outros meios de acesso à informação.

 

 

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