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O evento “Leituras Insubmissas” promove reflexões e leituras realizadas por intelectuais negras sobre os livros da escritora Conceição Evaristo publicados pela Editora Malê. Concebido pelo editor da Malê, Vagner Amaro, e com a curadoria e mediação da professora, mestre em Letras, pela UFF e articuladora cultural, Simone Ricco, o evento será realizado em três encontros nos dias 24, 25 e 26 de junho, no Instagram da editora @editoramale, às 16 horas.

A curadoria compôs a programação do “Leituras Insubmissas” valorizando diversidade regional e de áreas profissionais de forma que as leituras possam instigar novos olhares para a forma como os enredos e temas são apresentados nos livros “Poemas da recordação e outros movimentos”, “Insubmissas lágrimas de mulheres” e “Histórias de leves enganos e parecenças”.

No dia 24/06, a cineasta baiana Safira Moreira conversa sobre o livro “Poemas da Recordação e outros movimentos”.  No dia 25/06 a escritora paulistana Carmen Faustino conversa sobre o livro “Insubmissas lágrimas de mulheres” e no dia 26/06 a professora universitária mineira Maria Betânia Pereira conversa sobre o livro “Histórias de leves enganos e parecenças”.

Nascida em Belo Horizonte em 1946, Conceição Evaristo, desde 1990, vem compondo uma obra com publicações de contos, romances, poemas e ensaios. Atualmente a escritora possui oito livros individuais publicados, alguns traduzidos em outros países e destaca-se também por sua trajetória acadêmica como doutora em Literatura comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Sobre a curadora

Simone Ricco é mestre em Letras – Área Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (UFF) e professora da SME/Projeto Diálogos 8º CRE. Leciona a disciplina Literaturas Africanas em Pós-graduações no IPN/Santa Úrsula, UCAM e UFF Literatura Infanto Juvenil. Atua como Articuladora cultural em projetos e práticas afirmativas e antirracistas, como a Roda de Leituras Pretas – Livraria Largo das Letras e a oficina de Criação Literária que originou a obra Vértice: escritas negras (2019) – Editora Malê.

Simone Ricco. Foto: Divulgação

Sobre as convidadas

Safira Moreira é mulher, negra, baiana. Diretora de fotografia, roteirista e diretora, formou-se em cinema na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Roteirizou, dirigiu e montou seu primeiro curta metragem “Travessia”, premiado em diversos festivais nacionais e internacionais; distribuído pela Vitrine Filmes em 2018; e em 2019 filme de abertura do Festival Internacional de Rotterdam. Foi diretora de fotografia do curta “Eu, minha mãe e Wallace” (Irmãos Carvalho) premiado como Melhor Filme pelo júri popular do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Dirigiu a fotografia do média-metragem “Sob o Céu de Moçambique” (Débora Brito), e do longa-metragem “A Matéria Noturna” (Bernard Lessa), premiado como melhor filme na mostra Futuro Brasil no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Em 2019 roteirizou e dirigiu a série documental Iyas Idanas – Mulheres da Cozinha, em fase de montagem.  Está trabalhando no seu novo longa-metragem documental ‘Cais’, premiado pelo Fundo Avon Mulheres no Audiovisual, e em ‘Olho d’Água’ no seu primeiro longa-metragem de ficção.

Safira Moreira. Foto: Divulgação

Carmen Faustino é poeta e escritora, educadora e produtora cultural. Possui formação em Letras, especialização em História da África e cultura Afro Brasileira, é ativista das questões raciais, sociais e de gênero e atua há 12 anos nas áreas da educação, social e cultura na Zona Sul. Atua na cena literária negra e periférica.  É organizadora das antologias Pretextos de Mulheres Negras (2013), Terra Fértil (2014), Mulheres Líquido – Os encontros fluentes do sagrado com a memória do corpo terra (2015), Coleção Sambas Escritos (2018) e Pilar Futuro Presente – Uma antologia para Tula (2019).

Carmem Faustino. Foto: Divulgação

Maria Betânia Almeida Pereira é professora adjunta do Departamento de Letras, da Faculdade de Formação de Professores da UERJ, possui graduação em Letras, Mestrado em Literatura Brasileira e Doutorado em Literatura Comparada. É editora adjunta da Pensares em Revista, periódico eletrônico do Programa de Mestrado Profissional em Letras – PROFLETRAS; coordena o Curso de Especialização, na modalidade Ensino de Língua e das Literaturas de Língua Portuguesa; faz parte do corpo docente deste curso e do Programa de Mestrado Profissional em Letras. Coordena o subprojeto PIBID – Língua Portuguesa, núcleo São Gonçalo.  Tem pesquisas nas áreas de Literatura Brasileira; Literatura e Ensino; Literatura e outras linguagens.

Sobre os livros

Capa de “Poemas da recordação e outros movimentos”. Imagem reprodução

Poemas da recordação e outros movimentos

 

Fazendo uso de variados recursos: uma rica visão poética emotiva e a tematização sentimental, social, familiar e religiosa; com coragem, experiência, estilo bem definido e uso de intertextualidades, são enunciadas pela autora a pobreza, a fome, a dor e “a enganosa-esperança de laçar o tempo”; assim como há espaço para a paixão, o amor e o desejo. Nada, porém, é superficial, gratuito ou excessivo em Poemas da recordação e outros movimentos, que se sustenta em crítica social e no profundo de cada experiência, a partir da produção de um conjunto de poesias fortes e criativas, de belo senso rítmico, cuja leitura desperta emoções, graças à empatia que se estabelece entre os que leem os poemas e a expressividade emotiva e literária de Conceição Evaristo, quando faz despontar os “mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra.

 

 

 

Capa de “Insubmissas lagrimas de mulheres”. Imagem: divulgação

Insubmissas lágrimas de mulheres

O elo fundido com técnica literária irrepreensível e grande força de sentimentos apresentado em “Insubmissas lágrimas de mulheres”, se revela um retrato de solidariedade e afeição feminina, por tocar no que é essencial, no que move, no que aproxima e une mulheres e, em espacial, mulheres negras.  Os afetos, reflexões e deslocamentos que os contos de “Insubmissas lágrimas de mulheres” nos causam, são frutos que só a boa literatura, a que salva, pode nos trazer, reafirmando o lugar de destaque ocupado por Conceição Evaristo na literatura brasileira.

 

 

 

 

 

Capa de “Histórias de Leves Enganos e Parecenças” de Conceição Evaristo. Imagem: divulgação

Histórias de leves enganos e parecenças

Conceição Evaristo nos oferece um livro inovador com doze contos e uma novela, nesses tempos de conturbação política, à beira de um inesperado retrocesso das conquistas sociais no Brasil. Dizemos inovador porque, mesmo que se comprove a existência de elementos discursivos recorrentes nos livros anteriores, em Histórias de leves enganos e parecenças, Conceição toma a decisão de percorrer a seara do insólito, do estranho e do imprevisível.

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