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A Jornada da Leitura no Cárcere, que começa na quarta-feira, dia 05, exclusivamente pela internet, vai reunir pela primeira vez no País uma mostra dos principais projetos de fomento à leitura e redução das penas de detentos do sistema prisional brasileiro em função do número de livros lidos.

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Um dos destaques do evento é o juiz João Marcos Buch, de Joinville (SC), que, desde 2013 – muito antes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estabelecer a remição da pena pela leitura – utiliza os livros e a produção de resenhas literárias pelos presos em projetos em uma unidade prisional local.

Também escritores como Daniel Munduruku, Menalton Braff e Galeno Amorim, ex-presidente da Biblioteca Nacional, estão na programação para discutir o impacto da literatura junto às pessoas privadas de liberdade.

Entre os casos de sucesso que serão apresentados durante os três dias de evento consta, por exemplo, o de uma presa do Rio Grande do Norte que escreveu um livro inteiro em rolos de papel higiênico.

A iniciativa da Jornada da Leitura no Cárcere, que vai até sexta-feira, dia 07, com início às 14h30 (horário de Brasília), é da Fundação Observatório do Livro e da Leitura e conta com o apoio do CNJ, Departamento Nacional de Penitenciárias (Depen) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, entre outros.

Em algumas capitais, a programação, que terá chat ao vivo, será exibida nos auditórios da Justiça Estadual. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas, até o início do evento, pelo site https://observatoriodolivro.org.br/jornada.

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