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Um financiamento coletivo focado principalmente nas pessoas que atuam nas áreas do livro está coletando doações para viabilizar a realização da primeira edição da Jornada da Leitura no Cárcere, uma mostra das principais práticas sociais de leitura desenvolvidas no sistema carcerário brasileiro.

A iniciativa é do Observatório do Livro e da Leitura, uma fundação privada que,  junto com a Funap, órgão responsável pelas políticas de educação e trabalho nos presídios paulistas, mantém 17 clubes de leitura há dez anos em penitenciárias do Estado de São Paulo. O objetivo da jornada é formar 2.000 profissionais e voluntários para expandir os projetos de leitura para os 1.400 presídios do país.

O crowdfunding, ou “vaquinha virtual”, para financiar coletivamente o evento está hospedado na plataforma Catarse e, já no primeiro dia, obteve 4,35% da meta de R$ 50.000,00. Estudo do Catarse indica que 97% dos projetos que conseguem arrecadar pelo menos 3% da meta nas primeiras 24 horas têm êxito em suas campanhas.

O valor médio das doações da campanha, que irá até a segunda semana de setembro, foi de R$ 139,77, variando entre R$ 10,00 e R$ 500,00. Os maiores doadores têm cerca de 30 anos e são, em sua maioria, profissionais liberais, professores e bibliotecários.

Entre os apoiadores figuram escritores como Lira Neto, Mary Del Priori e Luciana Salvaget; empresários como o CEO da Rede de Livrarias Leitura, Marcus Teles, e o editor José Xavier Cortez; e personalidades como a ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda e o ex-ministro da Educação Renato Janine, entre outros.

Com R$ 50 mil, a jornada acontecerá de forma exclusivamente online, em novembro, com a participação de 30 especialistas, autores e responsáveis por projetos de leitura de sucesso no sistema carcerário. Com mais R$ 50 mil, o evento será presencial, com transmissão pela internet.

Nos clubes de leitura da parceria do Observatório com a Funap, com acervo de mais de 5 mil livros, já passaram, desde 2009, mais de 8.000 presos, homens e mulheres, com média de leitura de 12 livros por ano, duas vezes e meia a média brasileiro que, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, é inferior a cinco livros lidos por ano, incluídos os escolares. Desde 2018, para cada livro lido a pena é reduzida em quatro dias.

Segundo Galeno Amorim, presidente do Observatório do Livro e da Leitura, há três formas de apoiar a iniciativa. A primeira, explica, é doar com cartão ou boleto e escolher a quota de acordo com as recompensas oferecidas (uma delas, por exemplo, é virar mediador por um dia em um dos clubes).

A segunda forma, ele diz, é participar do grupo Top 10 no WhatsApp, integrado por apoiadores que se dispõem a pedir doações para outras dez pessoas cada um, entre amigos, familiares e colegas de trabalho. Outra maneira de ajudar é divulgar a ação para o maior número possível de pessoas nas mídias sociais.

Como doar: https://www.catarse.me/jornadadaleituranocarcere

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