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O nome de Rafael Nogueira, um homem que se apresenta como professor de filosofia, história, teoria política e literatura, além de “aspirante a filósofo e a polímata” (indivíduo que estuda ou que conhece muitas ciências), além de seguidor de Olavo de Carvalho, foi confirmado hoje como o novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional, que responsável pelo gerenciamento da Biblioteca Nacional (BN), maior instituição de memória da América Latina.

Ele irá substituir Helena Severo que estava à frente desde de 2016. Na última semana Severo publicou uma carta aberta em que diz ter se sentido desrespeitada por ter tomado conhecimento de sua substituição através da imprensa, “sem qualquer comunicação dos órgãos competentes, como manda o protocolo”. “Não posso concordar com a forma desrespeitosa com que esse processo de mudança vem sendo conduzido”, diz Severo em sua carta.

Uma reportagem publicada hoje (2) pela Folha de São Paulo mostra que Nogueira fez poucas reflexões sobre livros e literatura em suas redes sociais. Na internet e em outras bases de dados praticamente inesistem referências a ele no que se refere à questão bibliográfica e da memória. Talvez por isso a indicação do seu nome tenha causado tanta estranheza nos círculos literários do país. “Rafael quem?”, teriam indagado os autores durante a entrega do Prêmio Jabuti no último fim de semana.

Um dos principais desafios da gestão de Nogueira será dar continuidade as melhorias de infraestrutura da Biblioteca Nacional. O Ministério da Cidadania prometeu encaminhar R$ 21,1 milhões à instituição através do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), que é um fundo de natureza contábil, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele foi criado em 1988 para gerir os recursos procedentes das multas e condenações judiciais e danos ao consumidor, entre outros.

A ideia é aplicar parte desses recursos na instalação do sistema de combate a incêndio na sede da Biblioteca, que fica no Centro do Rio. O projeto, já aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Corpo de Bombeiros, é fundamental para garantir a segurança da edificação, do acervo e dos cerca de 300 funcionários, além dos visitantes.

Além disso, a maior parte da verba deve ir para a recuperação do prédio anexo, que fica na região portuária. Com a reforma, a estrutura poderá armazenar parte do patrimônio da Biblioteca Nacional – estimado em mais de dez milhões de exemplares, entre documentações, cartografia, iconografia e, é claro, toda a literatura nacional.

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