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Não sei, não sou bibliotecário… Tenho amigos generalistas bibliotecários e de outras profissões; aprecio nossas conversas, invejo os especializados pelo seu amor, aqueles que almoçam sua profissão, lancham livros técnicos e quando consegue um encontro só falam sobre sua produção acadêmica. Parecem religiosos! Eu dificilmente serei especializado em qualquer coisa. Sei muitas coisas sobres nadas diferentes. Saber um pouco sobre uma gama de assuntos divergentes ou saber profundamente sobre uma coisa só?

Na escrita existe o mesmo dilema: escrever sobre um assunto ou sobre vários? Encontrar um tema bom para um texto não deixa aflito apenas novatos da caneta, também preocupa escritores medianos, tarimbados e até aqueles de alto fôlego verbal e longas páginas.

O mundo é um expositor de milhões de assuntos: A unha encravada e borrada da amiga, o beijo gay na Globo, a verba financeira que não sai para o departamento, o estagiário que chega atrasado, o transito que piora a cada dia, o aumento salarial que não chega nunca, as pessoas que não se olham e o espetacular celular que quero comprar… Resumo: Assunto nunca falta! Todos eles, da virose até o big cruch, podem render bons ou maus textos. Sempre terá a ver com o publico alvo, o recorte dado ao assunto e o momento em que foi lido.

Para nós, cronistas e contistas, encontrar o tema é a etapa mais sensível do trabalho. Pois cronistas têm liberdade ilimitada de escrita. Somos generalistas, falamos sobre tudo. Em contrapartida, a nos é vetado ficar sem assunto.

Escrever é um alivio para a mente e eu sou um preguiço por natureza, sou excelente para analisar assuntos, mistura-los e destilar algo em comum dentre eles e encontra suas linhas em temas divergentes. Me chame para escrever sobre o que pensei sobre o assunto e se tiver sorte estará tudo pronto para o próximo semestre.

Onde um cronista pode então busca seus temas? Em qualquer lugar. Com qualquer pessoa. Podem inspirar: uma conversa no ponto de ônibus, uma metade de frase dita pela idosa na feira, uma fotografia, um olhar, um cheiro, um desenho ou um som. Confesso que li de um autor esquecido a definição perfeita do que é escrever: “sentar-se em uma cadeira e na falta de tema, descrever sua preguiça, escrever sobre a cadeira e falta de tema, a os teclados, coloca para fora suas sem ‘vergonhice’, seus defeitos, seus anseios… É pegar-se pela gola da camisa e dizer para si mesmo: Escreva! Mesmo que seus dedos caiam, mesmo que ninguém leia”.

No final tudo acaba, é natural que tudo acabe. Nosso grande amor, depois nossas vidas, nossas línguas, nossos conhecimentos, nosso planeta, nosso sol, a entropia vai aumentar até que não exista nada e como bem escrito na ultima fala de Hamlet: “O resto é silêncio”.

Ser generalista ou especializado é uma resposta que compete a você, mesmo reforçando diariamente uma escolha que talvez tenha feito sem perceber. Nunca é tarde para mudar, nunca é cedo de mais para amadurecer o que nos faz bem.

Agulha3al- É um ser especializado em fazer perguntas edeotas sobre assuntos diferentes: É possível reverter a entropia das estrelas? Como uma aranha d’água faz troca de gases dentro da sua bolha embaixo da água? Porque a TV de plasma é tão cara, se o plasma é a substância mais abundante no universo? Sobre o que, meu deus, eu vou escrever nesse mês…

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