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Por Akemi Nitahara, da Agência Brasil

A 13ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começa hoje (1º) homenageando o poeta, romancista, folclorista e crítico literário modernista Mário de Andrade. Ainda é pouca a movimentação de turistas nas ruas da cidade do litoral sul do Rio de Janeiro, mas, de acordo com o secretário adjunto de Turismo do município, Gabriel Costa, a rede hoteleira já está com 75% de ocupação. “Costuma ser assim todos os anos, até o fim de semana vai ter100% de ocupação”. Segundo o secretário, são 370 estabelecimentos, que oferecem 12 mil leitos, sem contar aluguel de quartos em casas e campings.

Costa informou que são esperadas 25 mil pessoas nas festividades, a maioria turistas cariocas, paulistas, mineiros, argentinos, franceses, italianos, ingleses e chilenos. Morador de Paraty, o guia de turismo Sérgio dos Anjos Vieira destaca que a programação paralela da Flip é a que mais envolve a população local. “É uma oportunidade que eles [os organizadores] dão para o habitante se envolver com isso. Não ser uma coisa paralela só para o turista”.

A filha de Sérgio, Anapurna Vieira, de 10 anos, mora em Brasília e veio de férias para Paraty. Ela lembra que já participou de outras edições da Flip e está empolgada com mais uma festa literária. “A cidade fica bem cheia e bem animada, eu acho legal. Minha autora favorita é J.K Rowling, da série Harry Potter, já li quatro. Eu gosto por causa da aventura. Ainda não vi a programação deste ano, mas estou empolgada”

A conferência de abertura, marcada para amanhã (1º) às 19h, terá como tema As Margens de Mário, com Beatriz Sarlo, Eliane Robert Moraes e Eduardo Jardim. Na sequência, às 21h30, o show de abertura da Flip 2015 traz o título Música na Praça, apresentando a arte popular recorrente na obra de Andrade, com Luís Perequê, o grupo cirandeiro Os Caiçaras e a cantora Dani Lasalvia.

Foi cancelada a participação do escritor Italiano Roberto Saviano, um dos principais nomes anunciados pela organização. Ele faria um bate-bapo na noite de sábado, mas não pôde deixar a Europa por motivo de segurança. Ele vive sob escolta permanente há nove anos, após receber ameaças de morte. Sua principal obra, Gomorra, é um livro-reportagem que retrata em detalhes a atuação da organização mafiosa Camorra, do Sul da Itália.

No ano passado, a Flip homenageou Millôr Fernandes e recebeu 26 mil pessoas nos 200 eventos oferecidos, entre shows, lançamentos de livros, peças de teatro, mesas de debates e filmes.

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