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O último dia de programação do 33º Painel de Biblioteconomia de Santa Catarina foi iniciado com a conferência intitulada “O bibliotecário empreendedor”, proferida por Vera Stefanov, presidente do sindicato dos bibliotecários do Estado de São Paulo (SIBIESP).

Stefanov destacou iniciativas empreendedoras tocadas por bibliotecários e fez um panorama dos principais requisitos para regularizar uma empresa. Segundo ela “existem várias oportunidades no mercado a serem exploradas pelos profissionais bibliotecários”.

Terminada a conferência, teve início os grupos de discussão com mediação. Quatro grupos discutiram e apresentaram questões e inquietações presentes na área de Biblioteconomia. O primeiro grupo intitulado, “Vamos inovar? Ações bibliotecárias para uma biblioteca do futuro”, contou com a participação de Eduardo Valadares, da UFES; Sigrid Karin Weiss Dutra, da UFSC; Suely de Brito Clemente, da Contend Mind e com mediação da professora do curso de Biblioteconomia da UDESC, Daniela Spudeit.

Grupo discutiu ações bibliotecárias para uma biblioteca do futuro Foto: Rodolfo Targino / Agência Biblioo
Grupo discutiu ações bibliotecárias para uma biblioteca do futuro
Foto: Rodolfo Targino / Agência Biblioo

O segundo grupo recebeu o título de “Gestão e tecnologia em Unidades de Informação”, tendo como palestrantes Jorge Prado, do Senac/SC; Maralyza Pinheiro, da TCIBPO/CE; Marcos Castilho, da Acervo e como mediadora Helen Rozados, do CFB.

Grupo discutiu gestão e tecnologia em Unidades de Informação Foto: Rodolfo Targino / Agência Biblioo
Grupo discutiu gestão e tecnologia em Unidades de Informação
Foto: Rodolfo Targino / Agência Biblioo

A Revista Biblioo participou do terceiro grupo, “Bibliotecários em novos espaços”, ao lado de Chico de Paula, editor-chefe da Biblioo, estavam Carolina Fraga, da EBSCO; Natan Amboni, da Raffcon e com mediação de Fabiano Caruso, da UFSC  e ExtraLibris.

Grupo discutiu atuação de bibliotecários em novos espaços Foto: Rodolfo Targino / Agência Biblioo
Grupo discutiu atuação de bibliotecários em novos espaços
Foto: Rodolfo Targino / Agência Biblioo

O último grupo foi nomeado de “Bibliotecas públicas além das paredes de bibliotecas”. Contou com a presença de Maritza Fabiane, da Biblioteca Florianópolis Barreiros Filho; Glaúcia Maindra, da Biblioteca de Imbituba; Katia Costa, da biblioteca de Brusque e foi mediado por Cristiane Garcia, da Biblioteca Pública de Garuva.

Grupo discutiu questões voltadas para as bibliotecas públicas Foto: Rodolfo Targino / Agência Biblioo
Grupo discutiu questões voltadas para as bibliotecas públicas
Foto: Rodolfo Targino / Agência Biblioo

A última mesa de discussão do Painel de Biblioteconomia de Santa Catarina, nomeada “Inovação e atuação profissional”, contou com os seguintes palestrantes: Fabiano Caruso, professor substituto do departamento de Ciência da Informação da UFSC; Glaucia Maindra, da Biblioteca Pública de Imbituba; Maralyza Pinheiro, da TCIBPO; Suely de Brito, da Contend Mind. Sendo mediada por Jorge do Prado, do SENAC/SC.

Mesa discutiu inovação e atuação profissional em Biblioteconomia Foto: Chico de Paula / Agência Biblioo
Mesa discutiu inovação e atuação profissional em Biblioteconomia
Foto: Chico de Paula / Agência Biblioo

Caruso destacou em sua apresentação que nossa área tem três problemas para resolver: curadoria, capacitação e colaboração. Além dessa questão, ele também levantou questionamentos em relação a necessidade de democratização da inteligência, em que as pessoas utilizem as informações de forma mais efetiva e inteligente. “Informação é um recurso e não pode ser tratada como uma finalidade da nossa área”, destacou Fabiano.

Em seguida, Glaucia Maindra apresentou o projeto tenda literária que desenvolve atividades culturais em praias da cidade de Imbituba. Este projeto é realizado no período do verão, no horário de 6h as 23h. Neste ano foi realizado em quatro praias da região e a meta é fechar o ano com eventos culturais em cinco praias. “A ideia do projeto é crescer e de trabalhar com parceria. Não ter recurso é uma desculpa esfarrapada para dizer que as coisas não acontecem”, destacou Maindra.

Glaucia, que foi eleita recentemente para o Conselho Nacional de Políticas Culturais, também ressaltou a importância da participação dos bibliotecários nos espaços de cultura e educação. Segundo ela, “não dá para pensar a biblioteca escolar de forma isolada, tem que ter um contexto. Os bibliotecários precisam participar dos conselhos municipais de educação”.

Maralysa Pinheiro abordou em sua apresentação questões relacionadas à Gestão Eletrônica de Documentos (GED). O objetivo de sua fala no Painel de Biblioteconomia de Santa Catarina foi o de mostrar como atuar e se inserir na GED. “A Gestão Eletrônica de Documentos é uma área em que o bibliotecário deve atuar”, destacou ela.

A última fala desta mesa de discussão foi a de Suely de Brito que apresentou depoimentos sobre os riscos de inovar com uma linha do tempo com a evolução dos suportes. Vivemos em um momento impar da história da humanidade. É a revolução informacional. A única certeza é que estamos em mudança”, comentou Suely.

O Painel de Biblioteconomia de Santa Catarina

A Revista Biblioo realizou a cobertura jornalística desses três dias de evento. Direto da cidade de Joinville a equipe da Revista levou até o seu público o que de melhor aconteceu no Painel com transmissão simultânea via Fecebook e pelo site.

Comissão organizadora do evento Foto: Chico de Paula / Agência Biblioo
Comissão organizadora do evento
Foto: Chico de Paula / Agência Biblioo

As nossas expectativas em relação ao evento foram totalmente supridas desde o primeiro dia. Com uma comissão organizadora formada em sua grande maioria de jovens motivados e dispostos a levantar questionamentos e inquietações presentes na área de Biblioteconomia, o Painel mostrou que é possível promover discussões novas e com novos atores.

A equipe da Revista Biblioo volta para o Rio de Janeiro muito diferente da forma como chegou. No Painel de Biblioteconomia de Santa Catarina resgatamos a utopia e acreditamos que ela perpassa pelos livros, pela democratização da leitura e pelas bibliotecas.

Quiçá que o espírito e idealismo de eventos como esse venham a contagiar a Biblioteconomia. Afinal de contas, como dizia Eduardo Galeano:, a utopia serve para que eu não deixe de caminhar.

 

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