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Como de costume comemorações, atos de protestos e contradições marcam o primeiro de maio pelas cidades brasileiras. Neste dia do trabalho de 2015, não temos muito para comemorar, uma vez que existe uma conjuntura política que tem como meta extirpar e reprimir de forma violenta os direitos sociais, trabalhistas e as lutas populares. Mais do que nunca é chegada à hora das centrais sindicais, a sociedade civil e os movimentos sociais ocuparem às ruas.

Em Curitiba os professores realizaram caminhada pelo centro da cidade protestando contra a truculência policial realizada na última quarta-feira (29). Na capital federal e na manifestação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Vale da Anhangabáu em São Paulo, houve manifestações solidárias aos professores do Paraná, contra as medidas provisórias do governo, do projeto da terceirização, em defesa da Petrobrás, entre outros

A contradição foi uma das marcas das comemorações da Força Sindical de São Paulo na Zona Norte da cidade. Ao contrário de protestos, shows musicais, sorteios de carros marcam o evento. O ato “comemorativo” contou com a participação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha e a figura do pelego foi incorporada por Paulinho da Força que, assim como a Força Sindical, é favorável ao Projeto de Lei das Terceirizações (PL 4330/04)

Em mensagem ao 1º de maio divulgada no perfil do Palácio do Planalto no Facebook na manhã desta sexta-feira, a presidenta Dilma Rousseff exaltou as medidas e a política de valorização do salário mínimo durante o seu governo. “Em março deste ano eu encaminhei ao Congresso Nacional uma medida provisória que garante a política de valorização do salário mínimo até 2019, por lei vamos assegurar o aumento do poder de compra do trabalhador”, destacou a presidenta

Com um Senado composto por uma das bancadas mais conservadoras de nossa história, o primeiro semestre de 2015 está sendo marcado por medidas que visam à privatização e desregulamentação dos direitos sociais e trabalhistas garantidos por lei

Muitas das reivindicações levantadas pelas vozes das ruas durante nas jornadas de junho 2013 sequer foram ouvidas pelos governantes. As respostas que tivemos até agora a esses anseios veio na base da truculência das forças policiais, nos cortes de verbas, na precarização do trabalho, entre outros

Neste dia do trabalho, mais do que eventos comemorativos, precisamos novamente ocupar as ruas e fortalecer a mobilização dos movimentos sociais como um todo contra os recentes golpes contra os diretos trabalhistas e sociais, conquistados à base de muita luta e garantidos por lei.

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