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Silvia Maria Fortes, bibliotecária escolar em Niterói, região metropolitana do Rio.

“O que me motivou a escolher esta profissão foi o fato de que quando ainda cursava o ensino médio, antigo segundo grau, tive a oportunidade de trabalhar em uma escola de ensino fundamental, onde passei pelos setores de auxiliar de maternal e assistente de secretária, até que um dia lembraram que tinham uma sala com muitos livros, que deveria ser uma biblioteca, só que não tinha ninguém para ficar lá. Contratar uma bibliotecária? Não! Vamos colocar a Silvia lá! E assim fui inaugurar a biblioteca do IEEP, totalmente crua! Não sabia nada da profissão, não tinha ninguém para me orientar. Comecei a observar o trabalho das bibliotecárias da biblioteca da escola em que eu estudava e que eu frequentava desde sempre e por instinto, comecei a realizar empréstimos e “catalogar” no meu trabalho. Tudo errado! Rs Foi aí que descobri a profissão e tive a certeza de que era isso que eu queria fazer. Trabalhei na escola durante seis anos, quando saí estava começando a faculdade. Minha satisfação está na realização do meu trabalho. Gosto de lidar com o público infantil. Mas a profissão não é muito valorizada, principalmente financeiramente, falando especificamente do bibliotecário escolar. Muitas instituições insistem em não contratar um profissional, julgando a biblioteca como uma parte menos importante da escola. Sempre pergunto para amigos e pessoas de meu convívio como é a biblioteca da escola de seus filhos e geralmente ouço que a escola não tem biblioteca, ou que tem uma salinha fechada aonde vão às vezes com a professora. Meu trabalho consiste em realizar todo o serviço técnico da biblioteca, receber o público (alunos da escola) para a realização de empréstimos e eventualmente fazer algumas leituras, internas ou ao ar livre. Realizo também oficinas relacionadas à leitura ou à algum escritor específico, segundo a necessidade de cada turma mediante trabalho conjunto com os professores. Possuo um blog com indicações de livros infantis: https://www.compartilhandolivroseleituras.blogspot.com.br/

Kátia Maria Costa é bibliotecária na Biblioteca Ary Cabral da Fundação Cultural de Brusque no Municipal de Brusque, Santa Catarina.

“Não escolhi biblioteconomia, escolhi que queria ser servidora pública, vasculhei vários cursos dentre os que teria condições de passar no vestibular (aquela história da pessoa mais velha (risos)), já estava com 33 anos, e minha frustração de adolescente era não ter feito Ed. Física. Mas o que me chamou atenção foi o que estava escrito na habilitação que era em Gestão da Informação (aquela coisa moderna), então entrei… e não pretendo sair mais… Uma delicia que satisfaz minha vida profissional. Estou há 5 anos formada e a quase 4 passei em um concurso público, com salário legal, em um lugar que adoro Biblioteca Pública Municipal Ary Cabral,  dentro da Fundação Cultural de Brusque em SC. Como a maioria das Bibliotecas Pública o tenho que muitas vezes me desdobrar do planejamento ao operacional, são vários problemas, mas muitas conquistas e isso nos faz acreditar que ainda temos esperança para nossas bibliotecas”.

Márcia Tavares, bibliotecária e docente da Universidade Federal Fluminense (UFF).

“No fim da 8ª série fiz testes vocacionais que me mostraram potencialidades para várias áreas: tirando desenho e engenharia civil – baixíssimo raciocínio espacial – eu poderia fazer o que quisesse incluindo área matemática e altíssimo raciocínio mecânico – em geral baixo para mulheres… Mas o que eu mais gostava de fazer era ler. Meu pai tinha uma biblioteca de cerca de 500 livros e eu adorava classificar, organizar as coleções e ler, ler muito, de tudo um pouco – de Eça de Queiroz a Machado de Assis, de biografias de Mahatma Ghandi a relatos da tortura na guerra de independência da Argélia. E Monteiro Lobato, todo. A coleção infantil e a coleção adulta. Formada em Biblioteconomia, fiz vestibular para Direito e uma questão discursiva (já era o ano de 86) eu ganhei por causa de Monteiro Lobato. A questão pergunta “O petróleo é nosso!” A questão era dissertativa e assim, passei em 9. lugar para Direito…. E eu havia entrado em 1º lugar em Biblioteconomia. Comecei a estagiar no primeiro semestre de biblioteconomia. Era 1979. De lá para cá foram vários estágios e três empregos: UFRGS, Tribunal Regional Federal da 2. Região e UFF, onde entrei em terceiro lugar com a professora Maria Luiza em primeiro e a professora Lídia em segundo. Quer dizer um terceiro lugar de que muito me orgulho. Foram 12 anos de prática bibliotecária e mais os estágios – Faculdade de Medicina, Divisão de Obras da UFRGS, Departamento de Portos, Rios e Canais do RS, Banco Habitasul, Secretaria de Educação e Cultura do Estado do RS, Enfermaria 37 (Clínica Geral Feminina) da Santa Casa – um pool de arquivos e bibliotecas… Estudei de 1979 a 1982 e comecei a trabalhar em 1º de janeiro de 1983…. Já são 31 anos de formada mais os 4 anos estagiando. Praticamente 35 anos de militância bibliotecária e arquivística também dado aos estágios e à docência em Arquivologia”.

Cleyde Rosário, bibliotecária

“Venho de uma família leitora e sempre senti falta de locais voltados para a atividade. Na época de escola não havia estímulo nenhum… Biblioteca era local de castigo ou para onde éramos mandados no caso da falta de algum professor. Conheci o curso de Biblioteconomia por acaso (nem sabia, como muitos, que havia tal curso), me inscrevi para fazer Jornalismo e depois de não conseguir a aprovação fui tentar um curso menos concorrido. Sinceramente, acho que 70% (na minha época, lá pelo ano de 1990) dos que escolheram o curso foram por este motivo. Depois que passei fui buscar as informações da carreira e vi que era o que sempre procurei. Posso dizer que foi paixão mesmo! Montei minha primeira Biblioteca Infantil na Creche da UFF no Projeto Flor de Papel e a partir daí procuro criar projetos de incentivo à leitura e lá se vão 11 anos na luta, pois é fácil dizer que o brasileiro não gosta de leitura, mas muitos não se preocupam em ver que na maioria dos nossos municípios não existem bibliotecas ou pontos de leitura descentes (daí a criação da página “São Gonçalo precisa de bibliotecas”) para que estas pessoas possam exercitar o gosto por ler. Estou muito satisfeita! Atuo na área há 11 anos (desde o 2º período da faculdade quando montei a biblioteca infantil na Creche UFF). Já passei por todo tipo de biblioteca: infantil, escolar, universitária, especializada, centro de referência e agora pública. Posso dizer que dei o meu melhor em todos os locais por onde passei. Falta agora emplacar um projeto de Biblioteca Comunitária para suprir a carência no bairro que moro e quem sabe criar sementinhas e espalhar por outros bairros”.

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