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Um debate no estande do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) marcou o encerramento das atividades de cobertura da Bienal do Livro do Rio de Janeiro pela biblioo. Participaram da discussão os diretores de redação e de comunicação e marketing da revista, Chico de Paula e Jailton Lira, respectivamente, além de André Luís Azevedo, coordenador de finanças da Biblioteca Comunitária Solano Trindade de Duque de Caxias (RJ), que promoveu o evento.

O tema da mesa, A nova Biblioteconomia e os Movimentos Sociais, instigou a discussão. “O Estado não pode simplesmente chegar à determinada comunidade e imprimir os seus programas sem consultar os maiores interessados, que é a comunidade” ressaltou Chico de Paula, acrescentando que “os Movimentos Sociais estão ai exatamente para protagonizar esse processo de relação entre Estado e comunidade”.

Como se sabe, hoje muitas bibliotecas comunitárias e atividades de incentivo à leitura em geral só são possíveis graças à intervenção destes movimentos. A Biblioteca Comunitária Solano Trindade, por exemplo, existe graças aos esforços dos moradores do Cangulo, bairro da periferia de Duque de Caxias, cuja organização foi fundamental para viabilizar tal empreitada.

Para André Luís, o que de mais emblemático existe em todo esse processo é o fato de que muitas pessoas se dedicam às atividades nesses espaços sem receber qualquer tipo de retorno financeiro. Para Jailton Lira, que chegou a pesquisar sobre o tema em seu trabalho de conclusão de curso de graduação, o engajamento dessas pessoas é fundamental, pois “se fossemos depender do Estado, seria muito complicado”.

A programação do estande seguiu durante todo o dia, com atividades variadas, tais como: A Economia Solidária das Bibliotecas Comunitárias; Lançamento do livro artesanal “No mundo de Vivi”, de Maria Vitória da Silva, de 8 anos; Exibição do documentário “Biblioteca Comunitária Solano Trindade”  do Centro Cultural Donana – Belford Roxo entre outras.

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