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Foto: Giuliano Gomes/ Estadão Conteúdo
Foto: Giuliano Gomes/ Estadão Conteúdo

“Sinto no meu corpo, a dor que angustia, a lei ao meu redor, a lei que eu não queria, Estado e violência, Estado hipocrisia”… (Titãs).

Bombas, porrada, bala de borracha, jatos de água e mordida de cachorros! Foi dessa forma que os professores do Paraná foram covardemente atacados pelas forças policiais comandadas pelo Governador Beto Richa (PSDB). A dura repressão policial aconteceu nas ruas em torno da Assembleia Legislativa do Paraná na tarde desta quarta-feira (29), onde os professores estavam acampados para protestar contra o projeto de lei estadual que altera a previdência dos servidores.

De acordo com informações do Jornal Gazeta do Povo, a Violência policial deixou mais de 200 feridos. A grande mídia está noticiando que houve um confronto entre policiais e professores no Centro Cívico do Paraná, na verdade, não houve confronto e sim uma violência excessiva cometida pelos aparelhos de segurança do estado paranaense.

Nadia Brixner, presidente dos sindicatos dos professores do Paraná, em entrevista divulgada pelo Jornal da Globo na noite desta quarta-feira (29), destacou que o sindicato vai processar o Governo do Paraná pela ação truculenta das forças policiais contra os professores.

Por outro lado, o Governador Beto Richa, em coletiva após o incidente, manteve sua postura cínica, descomprometida com os professores, com o interesse público e isentou a polícia: “lamentavelmente a presença de baderneiros, arruaceiros, black blocs que radicalizaram, partiram para cima dos policiais. E é uma defesa natural: eles reagiram para preservar as suas integridades físicas e as suas vidas”. 

Foto: Joka Madruga - 29/04/2015 - Agência Estado
Foto: Joka Madruga – 29/04/2015 – Agência Estado

A truculência policial contra às manifestações de professores não é uma realidade somente do Paraná. Em 2013, os professores das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro também foram duramente reprimidos quando ocupavam a Câmara Municipal do Rio, em protesto contrário ao plano de cargos e salários proposto pela prefeitura carioca.

No início de abril deste ano, os professores do estado de São Paulo entraram em greve por mais de um mês. Através de uma marcha, os professores reivindicaram aumento de salários e melhores condições de trabalho.

Com um dos congressos mais conservadores de nossa história, o contexto político no Brasil atual não é muito favorável para setores como os movimentos sociais, a educação, a conquistas trabalhistas, a cultura, as bibliotecas públicas, entre outros.

O Estado repressor se encarrega de coibir as lutas populares, os professores já estão se encarregando em educar e conscientizar seus alunos. Afinal de contas, a luta é pedagógica e é chegada a hora de ocupar as ruas!

A Revista Biblioo se solidariza aos professores do Paraná!

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