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A exemplo de diversas categorias profissionais de todo o país, bibliotecários e demais profissionais da informação do Rio e de São Paulo decidiram pela participação na greve geral convocada para esta sexta-feira, 14, pelas centrais sindicais centrais CUT, CTB, Conlutas, Força Sindical e Intersindical, com apoio das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

No Rio, o Sindicato dos Bibliotecários (Sindib-RJ) fez uma convocação pelas redes sociais para o ato, com concentração marcada para as 16h na Cinelândia, no centro da cidade. De acordo com Luciana Manta, presidenta da entidade, a greve tem como motivação a Reforma da Previdência que, segundo ela, deve retirar direitos dos trabalhadores.

Ainda no Rio, os servidores da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) decidiram em assembleia, realizada na última terça-feira, 11, aderir à greve geral. “Todos unidos contra a reforma da Previdência! Todos em defesa dos serviço público, da educação pública e do direito à vida digna!”, diz o chamado publicado no Facebook da Associação dos Servidores da FBN.

Em São Paulo, o Sindicato local (SinBiesp) também fez um chamado à categoria para participar das atividades que ocorrerão na Avenida Paulista, no vão livre do Masp, a partir das 16 horas. Uma caminhada até a Praça da República está para ser confirmada.

“[O SinBiesp] conclama a todos para mais esta luta incansável contra este retrocesso patrocinado pelos partidos da base do governo […] que remonta à época da ditatura militar, quando a população e trabalhadores foram subjugados à insanidade capitalista da elite e grandes grupos corporativos e que agora se uniram com todas as forças para nos oprimir e escravizar”.

Além dos bibliotecários, confirmaram adesão ao ato professores, metalúrgicos, trabalhadores da Educação, estudantes e docentes de universidades federais e estaduais, trabalhadores da saúde, dos Correios, da Justiça Federal, caminhoneiros, eletricitários, urbanitários, vigilantes, servidores públicos estaduais e federais, petroleiros, enfermeiros, metroviários, motoristas de ônibus, previdenciários e moradores de ocupações por todo o Brasil.

Nesta quinta-feira (13) o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, apresenta seu parecer que, como já adiantado pela imprensa, deve excluir, entre outras coisas, a proposta de capitalização, bem como as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC), benefício assistencial pago a idosos, e o endurecimento das regras de aposentadoria rural.

Na internet um tuitaço em apoio à greve geral fez a #SextaTemGreve ascender à lista dos assuntos mais publicados do Twitter brasileiro no começo da tarde desta quarta-feira (12). A hashtag tem sido impulsionada por parlamentares de oposição, além dos perfis da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Às 14h50 de ontem a #SextaTemGreve era a quinta colocada na lista das dez expressões mais postadas. Segundo a ferramenta Google Trends, a pesquisa por “greve geral” atingiu o pico do último ano às 13h desta quarta.

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