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Do site Diário Digital

“A nossa ideia é criar uma única biblioteca digital comum, um espaço onde o cidadão de qualquer Estado pode ter acesso às informações dos países da lusofonia”, disse Jairoce, em declarações à Lusa em Maputo [capital e a maior cidade de Moçambique].

Quando o acesso à informação é ainda um desafio para alguns Estados africanos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como é o caso de Moçambique, Jorge Jairoce entende que a criação de uma biblioteca digital comum pode dinamizar o processo da democratização da informação, ponto destacado como elementar no quadro das estratégias de governação destes Estados.

“Nós temos de perceber que o acesso à informação, através da plataforma digital, é um elemento importante hoje para o desenvolvimento de qualquer país”, acrescentou o diretor da Biblioteca Nacional de Moçambique.

Numa primeira fase, o projeto dependerá do orçamento interno de cada país, tendo em conta as assimetrias que existem a nível económico entre os Estados integrantes da CPLP, adiantou Jorge Jairoce.

Enquanto Portugal e Brasil já possuem bibliotecas nas plataformas digitais, países como Moçambique e Angola debatem-se ainda com o problema da digitalização do seu espólio, condição elementar para a sua integração na iniciativa.

“A nossa grande dificuldade neste projeto está relacionada com os recursos financeiros”, lamentou Jorge Jairoce, lembrando que uma única máquina de digitalização de documentos no mercado internacional está orçada em cerca de 100 mil euros.

“A vontade política até existe, mas não basta vontade sem financiamento”, concluiu o diretor da Biblioteca Nacional de Moçambique, prevendo para os próximos dois anos a implementação efetiva do projeto.

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