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Matéria da deste mês da revista Superinteressante (Biblioteca de pessoas) dá conta de uma prática que, muito embora leve outro nome por aqui (Entrevista de Referência), não tem recebido o valor que merece, talvez mesmo porque o profissional bibliotecário se omita em algumas situações típicas de sua rotina de trabalho, como é o caso de conversar e, através desta prática, descobrir as reais necessidades do usuário. A matéria da Superinteressante diz o seguinte:

“Não são bons os tempos para as bibliotecas públicas. Além da concorrência com internet e e-books, a crise econômica de 2008-2009 fez estragos. É o caso do Canadá, onde a crise provocou cortes no orçamento de serviços públicos. Para combater a situação, a cidade de Surrey, na Columbia Britânica, resolveu humanizar, literalmente, o contato com livros. A City Center Library, uma moderna biblioteca inaugurada em setembro, engaja voluntários para participar do que foi batizado de “livros vivos”. Eles ficam disponíveis para conversar com o público, sobre qualquer assunto, em sessões de cerca de meia hora. A ideia é proporcionar algo além da simples pesquisa em livros: acesso a conhecimento e troca de experiências com gente da própria comunidade. Algo que não se encontra no GOOGLE”.

Bibliotecário de referência

Bem, essa reportagem nos preocupa por um lado, mas por outro, nos motiva a refletir sobre nosso fazer profissional diário. Preocupa um pouco em relação à ideia de que pessoas contam o que sabem por suas próprias experiências, ou seja, a consulta oferecida ao usuário pode vir impregnada de subjetivismos, comprometendo a pesquisa. Mas a prática relatada pela reportagem também nos anima, pois o bibliotecário de referência de qualquer biblioteca pode fazer essa troca de conhecimento primeiro com a comunidade e essa troca pode depois ser colocada em prática com os usuários. Tudo o que a comunidade relata, pode e deve ser aplicada aos outros usuários, sobretudo em bibliotecas especializadas, onde as necessidades de pesquisa são muito próximas. A biblioteca pode até mesmo indexar de forma simples o que é coletado com a própria comunidade. Em suma, o que deve haver é um maior engajamento deste que é a figura central da biblioteca, uma vez que é ele a primeira imagem, o primeiro contato que o usuário terá com a instituição. Um mau atendimento poderá afastar definitivamente o usuário da biblioteca. Falta uma “biblioteca de pessoas”. Sendo assim, não nos resta outra coisa se não conclamar: bibliotecários de referência, vamos mostrar a cara!

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