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Foto: Alexandre Martins
Foto: Alexandre Martins

Por Conrado Guin, do Portal www.jj.com.br.

Uma iniciativa a Associação dos Moradores do [bairro] Jardim do Lago [, Jundiaí, São Paulo,] agradou os frequentadores do parque Antônio Garcia Machado, inaugurado recentemente no bairro. Trata-se de uma biblioteca ao ar livre, que desde segunda-feira (5) apresenta mais de 70 títulos literários aos visitantes do parque – entre livros para jovens e adultos, revistas , mangás e gibis.

“Eu fiquei mais estimulado a vir ao parque”, comentou o serralheiro Sandro Martins, de 50 anos. Frequentador do espaço desde sua inauguração, em agosto, agora ele senta no banco de madeira debaixo de um quiosque e passa horas lendo os títulos disponíveis. “Isso é um atrativo em especial para as crianças e jovens que precisam adquirir o hábito pela leitura.”

Conhecido de Sandro, o pedreiro Ênio Aparecido Arruda, 52, também aproveitou a tarde de folga para conhecer a biblioteca. “Concordo plenamente com a ação. Acredito que isso é importante para as nossas crianças”, disse ele, que lia história em quadrinhos de super-heróis.

Outras pessoas que visitavam o parque, na tarde desta terça-feira (06), se aproximavam curiosas do local. Uma moça que passou perto da biblioteca elogiou a iniciativa. “Agora estou sem tempo, mas com certeza voltarei para ler um livro e trarei meu filho junto comigo, pois ele está em fase de alfabetização.”

Presidente da associação de moradores, Claudinei Galdino espera que a iniciativa estimule a população do bairro a se interessar mais pela leitura, de uma maneira geral. “O propósito é que a atividade se torne agradável, já que pode ser feita num ambiente tranquilo, como é o parque.”

*Vandalismo – *Infelizmente, em menos de 24 horas após a inauguração, a biblioteca já sofreu ação de vândalos. Diversos títulos e o próprio armário que comporta os livros foram adesivados com propagandas de uma marca alimentícia. “Isso nos chateia um pouco, mas nosso objetivo é reverter essa mentalidade e colaborar para a transformação da sociedade, pois somente por meio da educação conseguiremos um país melhor”, declarou Claudinei assim que notou a bagunça.

Por ser uma biblioteca para uso público, de iniciativa da associação de moradores, o objeto não conta com fiscalização permanente. “A intenção é que os próprios frequentadores se tornem responsáveis pelos cuidados com os livros”, destacou Claudinei. O objetivo é que por meio da iniciativa, outros espaços de leitura sejam replicados nos parques e pontos públicos da cidade, segundo a associação de moradores.

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