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Por Leonardo Lichote de O Globo

Pequeno fisicamente como a ideia de seu nome, o Bar Semente também permite metáforas sobre a árvore frondosa que nasceu dele, encravada na Lapa. Agora, 18 anos depois de sua fundação, ele colhe frutos às pencas: o DVD “Geração Semente”, com direção de Patricia Terra, acaba de estrear no Canal Brasil (em outubro chega às lojas); um documentário sobre a casa, da mesma diretora, está em finalização (o projeto é inscrevê-lo no Festival do Rio); e o Festival Semente, que terá 16 shows de artistas como Guinga, Ney Matogrosso, Moyseis Marques e Yamandu Costa, atração da estreia, que acontece nesta quarta-feira.

Mais que uma série de produtos associados à marca Semente, o DVD, o documentário e o festival iluminam uma cena que cresceu e se alimentou ali nessas quase duas décadas.

— Não sei se o Semente era o melhor ambiente pra que esses músicos se encontrassem, mas era o ambiente que estava aberto a isso — diz Aline Brufato, atual proprietária do espaço. — Essa geração que surgiu ali não tem a ver com idade, são músicos de várias idades. Tem a ver com esse período, e a Lapa nesse período.

O Semente, como sugere Aline, acompanhou desde o início o movimento de renovação da Lapa na virada dos 1990 para os 2000 e seus desdobramentos. Um painel amplo, portanto, mapeado nas atrações musicais do DVD.

— Tentei ser fiel à historia do palco — explica Aline, que assina a curadoria do DVD. — Teresa Cristina não toca mais no Semente, mas não podia faltar. O mesmo com o Casuarina. Era fundamental mostrar a potência dos instrumentistas dali, como Yamandu, Bebê Kramer, Carlos Malta. E tem a galera do samba da nova geração, como Elisa Addor e Moyseis Marques, a turma da canção, como Marcos Sacramento e Grazie Wirtti…

A escolha das atrações do festival tem o diferencial do reforço de nomes que, se não são presença frequente no palco de lá, aproximam-se dele como frequentadores ou por terem gravado obras surgidas daquela cena. É o caso de Ney Matogrosso, Guinga e Roberta Sá.

Presente no festival e do DVD (além de trabalhar na direção musical de ambos), Zé Paulo Becker tenta decifrar o segredo do Semente, onde costuma se apresentar às segundas-feiras:

— Ali se tem liberdade de mostrar música nova. E é um espaço de encontro de grandes músicos. Quantas vezes fechamos as portas e ficamos ali mostrando músicas um pro outro? E tem o público. Como diz (o violonista) Paulo Bellinati, é um botequim com público de Sala Cecília Meireles.

Yamandu Costa — Abertura Festival Semente

Onde: Semente — Rua Evaristo da Veiga 149 (2507-5188). Quando: Hoje, às 21h. Quanto: R$ 40.

classificação: 18 anos.

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