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Conforme notícia publicada pelo site da BBC Brasil, a Argentina barrou 90% dos livros que São Paulo levaria à Feira do Livro de Buenos Aires, inaugurada nesta quinta-feira (24/04) e que homenageará a cidade brasileira, impondo “travas comerciais” para a entrada dos produtos.

De acordo com a notícia, a prefeitura de São Paulo investiu R$ 2 milhões para a cidade ser homenageada na feira. Mas, mesmo assim, só uma fatia dos livros foi liberada pelo governo. Ao site, assessores do prefeito Fernando Haddad teriam dito que dos 5 mil livros que seriam levados, apenas 500 chegaram à feira. “Certamente é mais fácil enviar frango e autopeças para cá”, declararam.

A BBC informou que o secretário de Cultura de São Paulo, Juca Ferreira, confirmou a jornalistas brasileiros que obras haviam sido barradas pelo país vizinho.

“As exigências argentinas para importação são frequentemente criticadas por empresários brasileiros e se tornaram questão permanente na agenda bilateral. Industriais do Brasil reclamam, principalmente, de uma medida que, na prática, impede, atrasa ou limita as exportações ao vizinho, a Declaração Juramentada de Autorização de Importação (DJAI). No caso dos livros, as dificuldades teriam sido principalmente ‘burocráticas’, segundo fontes do governo brasileiro, o que levou autoridades de São Paulo a desistir da quantidade inicial dos livros”, informou a publicação.

A notícia diz que o valor gasto na feira inclui despesas com livros de 100 autores, 25 filmes e músicos, como Arnaldo Antunes, que se apresentarão ao longo das três semanas de evento, representando a “diversidade” de São Paulo, segundo Haddad.

“Acho que é uma construção típica do Juca (Ferreira) de congregar e de mostrar toda a diversidade da cidade. Para que a nossa participação aqui fosse a mais participativa possível. Será um painel da cultura de São Paulo”, disse o prefeito. Ferreira justificou o investimento num esforço de “aproximar” a cultura das duas cidades que, segundo ele, “têm muito em comum”.

O esforço parece ter surtido efeito – ao menos para os realizadores do evento. “São Paulo faz uma apresentação impressionante”, disse à BBC Brasil a organizadora da feira, Gabriela Adamo. Organizadores definem a feira como uma das maiores do mundo pela quantidade de dias, público, livros e espaço onde ela é realizada, até o dia 12 de maio, no bairro de Palermo.

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1 Comentário

  1. Ricardo
    25 de abril de 2014 a 22:39 —

    Juro que não entendi a causa de barrarem os livros. Se tiverem uma resposta mais concreta e plausível. A Argentina, fez certo quando não deixou sua carne e leite de gado ser vendido pra fora, enquanto as pessoas precisavam se alimentar.

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