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É carnaval, a festa vai começar. A festa da alegria, da fantasia, do amor de carnaval:

Colombina onde está você? O carnaval começou, e nós, outra vez, vamos sair às ruas e labirintos do “Ouvidor”. Vamos correr e ver a banda passar, cantando coisas de amor. A banda de Chico, a banda de nós dois, dois mascarados, apaixonados, no meio da multidão.

E quem nunca foi Colombina, Arlequim ou Pierrot? Viveu uma fantasia, amou e desamou?

Vem! Me dê sua mão! Não demore minha colombina! Vem que hoje eu sou só de você, que você é só de mim, vem ser minha pombinha, me deixa ser seu Arlequim, vem que ninguém haverá de saber que nós estamos aqui, pode passar e ouvir, é a nossa folia de amor…

E a vida soa como uma festa de carnaval, onde muitos têm fantasias, máscaras, todos são desconhecidos até o destino nos unir nesse imenso salão…

Ah, minha Colombina! Saiba que hoje eu sou seu Arlequim, vou roubar você pra mim, vou roubar seu coração. Vou brincar nesse salão, te mostrando travessuras nessa louca paixão, pra você não mais me esquecer. E quando ousares me esquecer, vou roubar um beijo seu, mil beijos pra nunca mais te devolver. Minha pombinha, como eu quero você!

Amor de carnaval, pode uma noite durar e depois morrer ou pode ser de vários carnavais até envelhecer. Pode ser pra sempre, pode nem acontecer. A verdade é que pra viver um amor de carnaval, é preciso viver…

Colombina, minha menina! Logo vai amanhecer. Não me diga quem é você, não me diga agora não. Toma o meu coração, toma-o fácil assim e leve-o com você. Pra eu nunca mais te perder, nesse carnaval sem fim, carnaval do ano inteiro se você vier pra mim…

Colombina, minha menina! Quantas fitas, quantos adereços, quantas máscaras e fantasias enfeitam esse lugar. Me deixe ser sua alegria, sua alegoria, até o dia raiar, arrancar uns risos seu, como poeta ou como Orpheu, não importa, quero mesmo é te amar…

No mistério do carnaval está todo sentido do amor, está na fantasia de cada um, no beijo que cativa ou no olhar que peregrina à procura do Arlequim, da Colombina ou do Pierrot de todo dia.

Ah, quem é você Colombina? Não me diga ainda não. Hoje os dois mascarados estão sem namorados perdidos neste salão. Querendo se achar, querendo se amar sem culpa, sem perdão. Sem juízo, com paixão. Por favor! Me perdoe este chavão, mas é que se  te perco nesta folia, não perdoo mais meu coração…

Mas todo mundo sabe, todo mundo batuca por aí, toda quarta-feira finda, é de cinzas, anuncia: Todo carnaval tem seu fim.

A noite toda fui Arlequim, fui folião, fui feliz. Mas agora sou pierrot, triste e sozinho com a dor que você deixou. Sua ausência neste salão é a mais pura solidão, da multidão que segue cabisbaixo sem ter mais nenhuma razão. E são fantasias jogadas, máscaras quebradas, lembrança de quem aqui passou. De quem aqui viveu, de quem aqui amou. De quem aqui sorriu, de quem aqui chorou…

Eu agora apenas, sou Pierrot. Nesta quarta-feira de cinzas, onde tudo acabou. Esperando quem sabe, a esperança do seu amor, voltando nessa avenida da mesma forma que chegou.

Mas é quarta-feira de cinzas e nada vai mudar, o carnaval já acabou, tudo está tão triste, tudo parece está. É desamor total, angústia coisa e tal. Minha colombina, por que me fizeste tão mal?

Por que és colombina , por que és do carnaval.

Veja! A banda passou.  Vamos ver a banda passar, cantando coisas de amor.

Olê, olê, olê…Olá,olá, olá…

Colombina olha pra mim! Não vá ainda não. Não me diga quem tu és. Pois hoje eu não quero saber quem é seu dono ou coisa assim. Quero apenas que venha pra mim, por que hoje eu sou seu arlequim. Mas quando você se for, minha colombina, saiba! Serei apenas pierrot.

Veja a banda passar, cantando coisas de amor!

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