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Certamente quem já assistiu algum episódio da série Além da Imaginação (The Twilight Zone) concordará comigo de que se trata de um material com conteúdo da melhor qualidade, que traz consigo temas com fundo filosófico, dramático e fantasioso em meio a questões futurísticas carregadas de finais surpreendentes.

Decidi escrever brevemente sobre a série por acreditar que possa despertar o interesse daqueles que gostam de filmes com elementos de suspense e sobrenatural, mas com um toque de “moral da história”.

The Twilight Zone foi criada por Rod Serling em 1959, nos Estados Unidos. A produção em preto e branco não apresenta grandes investimentos, contudo, chamou a atenção em seu país de origem e em pouco tempo se espalhou por vários outros países, inclusive o Brasil, que passou a assistir os episódios a partir dos anos 60.

Sendo grande fã da série, ­­­­­sentia o desejo de motivar mais pessoas a conhecerem os episódios que de forma instigante são iniciados por Rod Serling destacando a seguinte narrativa:

“Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação.”

Esse enunciado mexia com a imaginação dos interessados e trazia outros elementos, já que Serling também introduzia dados básicos do que se desenrolaria no episódio, antes e após, inclusive apontando ao final uma reflexão sobre o acontecido, bem ao formato dos elementos contidos nas ações de contação de histórias.

Com duração média entre 30 a 50 minutos, a série chegou a atingir o total de 156 episódios, produzidos entre 1959 a 1964. Os episódios estão distribuídos em temporadas com temáticas que enfatizavam muito do que se pensava na época e remetem à sociedade norte-americana e seu cotidiano, questões relacionadas à Guerra Fria, ao tempo dedicado ao trabalho, temas relacionados a solidão e outros.

Minha intenção ao escolher “Além da Imaginação” para referendar aqui na Biblioo foi destacar uma produção que pode vir a ser bem vinda em salas de aula ou até mesmo em mostras em bibliotecas. Sabendo que muitos bibliotecários leem essa publicação, optei por destacar o episódio Tempo Suficiente (Time Enough at Last), que trata sobre paixão por leitura e tempo para viabilizar esse oficio.

Tempo Suficiente

Soraia Magalhães - biblioo além da imaginação - Imagem 3 Time Enough at Last

O episódio, contido na primeira temporada (1959/1960), conta a história de um homem que tem enorme interesse por leitura, mas que não pode usufruir do prazer de ler pois é censurado no trabalho por seu chefe e em casa por sua própria esposa.  Trata-se do bancário Henry Bemis (Burgess Meredith), homem franzino, que usa óculos de lentes grossas e tem o pensamento mais nos livros do que no trabalho que tem que desenvolver como caixa bancário. Um dia, pensando em fazer uma leitura sossegada, longe dos olhos do patrão, se esconde no interior do cofre, sem imaginar que em poucos segundos uma bomba de alto poder destruirá toda sua cidade. Ao se ver como único sobrevivente, sai vagando angustiado em meio aos escombros pelas ruas da cidade até que se depara com uma biblioteca pública em ruínas e percebe que, apesar de todo caos, ainda há livros, muitos livros. Bemis, então, se dá conta de que naquelas condições terá tempo suficiente. Mas terá mesmo? O final dessa história você conhecerá apenas se se permitir enveredar por um lugar “Além da Imaginação”.

Conheci Além da Imaginação em 2000 e de lá para cá já assisti a muitos episódios. A poucos dias, minha filha Camila me apresentou Tempo Suficiente, que eu não conhecia. Confesso que imaginei que bela discussão daria com um grupo que se dispusesse a pensar a questão da leitura e do tempo em nossos dias.

Encerro pedindo àqueles que conhecem a série que indiquem o seu episódio favorito!

Link para ver o episódio no Youtube.

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3 Comentários

  1. Raquel
    25 de abril de 2013 a 21:37 —

    Obrigada pela dica, So! Bjão

  2. Fernando
    11 de novembro de 2013 a 22:29 —

    O episódio que você mencionou é realmente muito interessante. Mas há outros tão bons ou melhores. Indico dois da primeira temporada: um sobre um vendedor ambulante que é avisado que irá morrer à meia-noite.Outro, também da primeira temporada, em que um piloto da primeira grande guerra avança no tempo mais de quarenta anos e desce com seu avião numa base norte-americana.

  3. Allan Borba
    22 de julho de 2014 a 22:10 —

    Como um telespectador fã das coisas antigas, friso que os seriados desta época tais como Perdidos no Espaço, Jornada nas Estrelas, etc.. dão uma grande lição de moral que era fruto daquela sociedade, estes seriados até hoje servem e muito para refletirmos as coisas que fazemos e se os conceitos do que é certo é realmente certo? Indico eles para as nossas crianças, pois são uma grande fonte de ideais realmente corretos na nossa sociedade que anda muito doente e afogada em conceitos moralistas que são verdadeiramente imorais.

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