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Uma das grandes virtudes na gestão de uma biblioteca é fazer com que o usuário perceba o valor da informação. Não apenas da informação em si, mas a significação material do recurso utilizado.

Quase todas as bibliotecas, arquivos ou centros de informação incluem em seu dia a dia atividades de caráter estratégico  que aglutinam-se à vertente cultural e histórica das coleções que a compõem. Manuscritos, documentos datilografados, anotações preciosas, obras raras, relatórios e processos históricos, vídeos, gravações sonoras, imagens seculares. A lista de preciosidades documentais pode ser extensa, ao mesmo tempo em que o bibliotecário consulta o último número de uma revista totalmente digital.

No caso de unidades de informação que não agregam a seus acervos obras de valor físico, os serviços eficientes podem ser sua marca. Atender à demanda em tempo satisfatório, seja uma pesquisa remota, seja um levantamento bibliográfico, é um ponto forte nas instituições.  Ou seja, os perfis de usuário e acervo podem mudar, mas uma coisa há em comum: sempre temos algo a ser divulgado para público.

O século XXI transcorre em ritmo acelerado e as informações são utilizadas velozmente. Atendendo a essa necessidade, existe um cardápio de possibilidades que oferecem visibilidade às atividades desenvolvidas nas bibliotecas: blogs, sites, redes sociais, catálogo em páginas institucionais. Como meios perenes citam-se os catálogos impressos, artigos em periódicos, livros, anais de congressos e jornais impressos.

Segundo Dempsey Bragante, Bibliotecário Documentalista da Universidade Federal Fluminense, o gestor de informação deve aproveitar as oportunidades para divulgação das bibliotecas e do que elas produzem: “A biblioteca tem vida. E essa vida não é divulgada por quê? Nós bibliotecários temos que enxergar a grande importância da promoção dos serviços existentes para os usuários. Muitas vezes a atividade tem pouca procura pela falta de divulgação”.

Outro aspecto levantado por Dempsey é a participação dos usuários de redes sociais no compartilhamento de conteúdos. “Vejo na web novas opções para realizar esse bom marketing, as redes sociais estão aí para isso. A maioria dos nossos clientes participa do universo do curtir e compartilhar, basta somente entrar em contato no momento certo e fazer uma boa propaganda dos produtos e serviços de nossas bibliotecas”, comenta.

Um cirurgião plástico de renome é conhecido e indicado por ter algo a oferecer, uma intervenção que melhore a estética do paciente. O engenheiro adquire status pelas obras que idealiza. Um advogado, pelas causas ganhas. A soma é simples: resultado com notoriedade.  O Bibliotecário deixa de ser um anônimo coadjuvante na instituição em que atua quando oferece uma gestão informacional competente. Porém, o fruto dessa gestão deve aparecer: adquirir o caráter de publicidade, evidenciando experiências e fortalecendo as práticas comuns dentro das bibliotecas.

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1 Comentário

  1. 13 de fevereiro de 2014 a 17:07 —

    Parabéns, Thiago! Texto inspirador para nós, profissionais da área.

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