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A poesia escorreu pela borda do livro
E inundou a noite vazia
Com seus versos que já eram meus
E as palavras que já me esperavam.

 

E assim foram despejando Vinícius e sonetos métricos
Kafka vestido de preto bem ao lado de Quintana,
Saramago discutindo política com Amado,
Pessoa conversando com seus heterônimos,
E literatura jorrando para tudo que é lado.

 

Ainda tinha Leminski com seu bigode engraçado
Brás Cubas trazendo um emplastro.
E Dos Anjos meio calado…

 

(Uma gota da poesia correu pela lombada até a etiqueta de classificação).

 

Logo vejo Lucinda, Meireles, Drummond, Machado
E ainda há espaços para tantos outros que
Ora me acompanham pela mão,
Ora descansam numa prateleira,
Até que o livro seja novamente aberto
Para que eles entrem pela minha alma a dentro
E brinquem com meus sonhos.

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2 Comentários

  1. Gregor
    21 de janeiro de 2016 a 21:38 —

    Que legal, Poetas e poemas em todos os lados e prateleiras rs

  2. Elias de Oliveira Lima Júnior
    10 de maio de 2016 a 19:09 —

    Meu querido, não sabia que tu escrevias! Um beijo poético em sua sensibilidade artística!

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