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O ano é novo, mas a reclamação é antiga: por que pagar por algo que não se reconhece o valor? Esse é o questionamento já corriqueiro que os bibliotecários fazem todos os anos quando o boleto de cobrança de anuidade do CRB chega a suas casas.

Nas redes sociais as manifestações se multiplicam. Alguns, mesmo indignados, não se manifestam temendo represálias por parte destes órgãos que por vezes são avessos às contestações.

Como justificativa, os defensores destas instituições apelam em geral para o discurso legalista, mesmo que isso ignore a realidade. A realidade, a propósito, é que os bibliotecários, em sua grande maioria, não se reconhecem enquanto parte deste processo. Talvez por isso reclamem tanto da cobrança das anuidades, principalmente em tempos de crise, como a que estamos vivendo agora.

O grande pecado parece, entretanto, residir no fato destas manifestações aparecerem apenas quando o cobrador bate a porta do trabalhador que, em alguns casos, está até desempregado.

O que cabe é manter uma mobilização constante, organizando debates, difundindo ideias, tentando de alguma forma mudar este quadro. Se os bibliotecários consideram a cobrança infundada e muitas vezes não se reconhecem nestes órgãos, o que então justifica a existência destas?

A edição 52 da Revista Biblioo traz o primeiro artigo de uma contribuição, que se pretende longa, do bibliotecário Wander Filho Pavão sobre nossa identidade sócio-político-cultural no contexto da América Latina; na capa uma bela reportagem sobre Biblioteca Pública Estadual da Paraíba; a entrevista desta edição é com a bibliotecária, blogueira, escritora e youtuber Gabriela Bazan Pedrão.

Boa leitura!

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