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Toca na rádio, neste momento, “Here come the Sun” dos Beatles. E pensar que  esta foi a música de uma geração que lutou pela paz e o amor em plenos fervores dos anos 60’, em busca de liberdade e com direito a ditadura e tudo… Nesse tempo, se falou de amor como nunca; uns lutaram pelos outros, por um mundo melhor. Então, por que hoje nós ignoramos uns aos outros? Aonde foram parar estes ideais?

É certo que muitas vezes nos decepcionamos com o mundo, com amor, com as pessoas, com o emprego ou com aquela pessoa que consegue nos irritar todo santo dia. E, também, ficamos frustados, com raiva, chegando até a descontar nossa frustração naquela pessoa que não tem nada a ver com o ocorrido. Seja no motorista do ônibus, no vendedor, de certo, é que “coisificamos” a raça humana. Julgamos tudo e todos de tal modo que ficamos irreconhecíveis como seres humanos passando a agir feito robôs manipulados e programados para tais atitudes sem cláusula humanista.

Mas isto tudo ocorre por quê? Penso e tento entender… Chego à conclusão de que, hoje, o sentimento se esvai, escorre pelas tangentes e pelas nossas mãos todas as manhãs. Cada vez que ignoramos nosso próximo, naquele bom dia que poderia mudar a manhã do alguém desconhecido que passou pela gente, que passou na nossa vida e que na verdade fingimos não perceber e o ignoramos, sem saber que, na verdade, estamos ignorando a nós mesmos.

Escondemos-nos da realidade. O nosso mundo real é a televisão, a internet, é o mundo irreal. E isto quer dizer que causamos nossa ausência deste mundo parados diante de outros mundos. Mundos imaginários e perfeitos. Sendo assim, também, coisificamos a gentileza, generalizamos a maldade pra todos e declaramos guerra constante em nossos corações. Estabelecemos o contato com o outro mediante aos julgamentos e a aceitação daquele novo membro ao grupo, acabando por parecer até entrevista de emprego. Vamos de mãos dadas, estamos nos afastando e nem Drumonnd pedindo, adiantou muita coisa.

E assim vivemos o momento que se diz o fim do mundo, se fala em 2012 como o ano em que os Maias videnciaram o fim, mas há também colapso financeiro, guerras pelo mundo, o reinado das drogas, a degradação ambiental, a poluição em massa, chassinas e outras coisas que determinam sim o fim dessa raça ou o tempo em que ela pode sobreviver.

Fala-se em sustentabilidade e programas sociais, humanização de um lado e preconceito do outro. Corremos de um lado para outro, tentamos fugir dessa realidade, fugimos uns dos outros e somos bombardeados de informações há todos os instantes que nos dizem o que devemos e o que não devemos fazer.

A verdade é que a vida é como um espelho, se nós sorrimos pra ela, ela sorri de volta pra gente e que assim sendo quem quer ser amado também tem que amar.

Porque quem quer ser amado, ame. Ame bastante enquanto existem pessoas para abraçar, para beijar, enquanto se há mundo, enquanto existimos e respiramos algum ar. Enquanto existem flores que se possa tocar, pensemos um pouco, o mundo é o agora, as pessoas, são o agora, paremos de coisificar tudo e todos. Por que o mundo se esvai.

Não podemos deixar o humanismo de lado, não podemos deixar o carisma de lado, o amor de lado. Pensemos no criador, pensemos em Deus. Existe amor em algum lugar nas pessoas. Mas onde está?

Ainda existe alguma coisa no ser humano que bate e isso pode sim fazer toda diferença e que enquanto este espelho não quebrar, ainda haverá esperança para mudar alguma coisa, enquanto houver vida, haverá solução.

Porque o mundo é agora, acordemos! O sol já saiu…

Acordemos enquanto é tempo, acordemos o mundo. Vamos dar bom dia. Vamos amar mais por que o corpo anseia por sentimentos. O coração quer amor, a alma quer paz conosco, paz com o outro e o café sempre é para dois! Ou simplesmente porque não queremos estar sozinhos e porque a vida é feita de sentimentos…

Pense, não hesite. Vou ficando por aqui ouvindo Beatles e até a próxima.

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1 Comentário

  1. Erica de Paula
    18 de novembro de 2012 a 17:15 — Responder

    Belo texto Ronny!

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