0
Compartilhamentos
Redefinição de Impressão Google+

Desde 2015, em um edifício misto residencial e comercial em Botafogo, funciona a Biblioteca Comunitária Pequenalegria, idealizada por Arlene Costa e Lucia Morais. Educadoras e contadoras de histórias conseguiram implementar atividades educacionais durante este período de funcionamento. Agora, as duas estão à frente do projeto Oficinas de Leitura da Biblioteca Pequenalegria, que começa dia 11 de junho e tem edições marcadas até julho dentro do espaço.

A ideia das idealizadoras é receber oficineiros de diferentes áreas de atuação (escritores, professores, artistas, pedagogos) para motivar profissionais da educação e da cultura a passar adiante esse conhecimento nos lugares que atuam. As oficinas serão gratuitas com duração de até 3 horas cada, mediante inscrições. O projeto é financiado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e GKO Informática.

“Contar história requer cuidado com o outro. É através da contação de história que pode se criar vínculos afetivos, transmitir valores, estimular aprendizagem”, diz Lúcia Morais, que tem raiz indígena oriunda do Amapá e com histórico da atividade que vem de berço. Em abril de 2018, Lúcia estreou o espetáculo “Arandu – Lendas Amazônicas” no CCBB Rio, com direção de Adilson Dias, em que contava quatro histórias inspiradas na própria infância ribeirinha no interior de Macapá para compor a personagem – Lúcia ouvia histórias contadas por sua avó na beira do rio quando era criança.

O contador de história é uma figura ancestral, presente no imaginário de inúmeras gerações ao longo da história. Em um universo desprovido de recursos midiáticos, este ser era imprescindível para a formação dos futuros adultos, conferindo às crianças, através das narrativas de histórias, ‘causos’, mitos, lendas, entre outras, uma imagem menos apavorante de uma realidade então povoada pelo desconhecido.

Para Arlene Costa, o projeto vem em um momento que a arte de contar histórias é pouco divulgado, e como é importante deixar esse legado. “Contar uma história é uma arte que não podemos deixar acabar, visto que em todos os tempos existiram contadores de história, contavam junto às fogueiras, nas cozinhas, em meio as estradas e durante o trabalho”, avalia.

Atividade de leitura realizada na biblioteca comunitária de Botafogo. Foto: Raul Moreira

Alguns dos objetivos do projeto são: mediar a leitura e contar histórias de maneira prazerosa; saber o que é contar histórias na sua essência; oferecer dicas de organização de ambiência; propiciar conhecimento e reflexão às diversas formas de trabalhar a leitura com crianças; utilizar dinâmicas que aguce a criatividade; fomentar a leitura através da ciranda literária; incentivar a leitura de uma forma criativa. Informações e inscrições pelo e-mail trupepequenalegria@gmail.com ou pelo WhatsApp 21 99701-1094 / 21 97677-9085.  Serão disponibilizados 20 inscrições por oficina.

Serão 4 encontros com diferentes profissionais:

– 11/06 (15h) – Claudia Gomes

Oficina: “Periférica”: A Oficina de Poesia periférica coloca um novo olhar sobre a poesia contemporânea, aos que já escrevem. Propõe novos diálogos entre a escrita e o seu ambiente de vivência e aos que têm interesse que encontrem o ponto de partida para sua criação.

Claudia Gomes da Cunha é uma artista multipotencial: oficineira, produtora, contadora de histórias, atriz, narrative designer, empreendedora, criativa, feminista, roteirista e autora de quatro livros poéticos. http://claudiagomescunha.wixsite.com/home

– 25/06 (15h) – Lucia Morais

Oficina: “Espelho da Memória”: Busca abordar o resgate de memórias afetivas, sensibilidade e socialização com o grupo. Através de dinâmicas com espelhos, música e produção textual.

Lúcia Morais é de origem indígena do Amapá, atriz, Contadora de Histórias,  Professora, Arte- Educadora, Pedagoga, Psicopedagoga. Formanda no Curso de Pós- Graduação em Literatura Infantil e Juvenil. Gestora da Biblioteca Comunitária Pequenalegria no RJ. Gestora no Espaço Cultural da Casa da Ponte em Inhoaiba em  Campo Grande.

– Dia 03/07 (14h) – Ninfa Parreiras

Oficina: “Contos Maravilhosos: para sempre?”: Oficina que resgata as origens da literatura para a infância, plantada nos contos de fadas e nas narrativas orientais milenares.

A partir da leitura e debate sobre os contos maravilhosos, os participantes vão recriar histórias e produzir pequenos textos. Como o conto maravilhoso está presente na contemporaneidade? Para que servem seres fantásticos, como bruxas e fadas? Essas e outras questões serão discutidas e aprofundadas pela ministrante.

Ninfa Parreiras, nascida em Itaúna, Minas Gerais, mora no Rio de Janeiro (RJ). Escritora, Professora, Psicanalista. Pesquisadora da Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga. Curadora da Festa Literária de Santa Teresa (FLIST).

– Dia 16/07 (15h) – Arlene Costa

Oficina: “Brincando com as palavras”: pretende aguçar o prazer pela escrita através do lúdico. Brincar com as palavras é uma oficina que desperta o escritor que está adormecido, brincando com as palavras do cotidiano. Bastaria : o escritor que está adormecido no seu cotidiano. Ou apenas: o escritor que está adormecido em você.

Arlene Costa é professora, escritora, mediadora de leitura, pós–graduanda em  Literatura Infantil e Juvenil. Atualmente atua na Superintendência de Leitura e Conhecimento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Serviço:

Oficinas de Leitura da Biblioteca Pequenalegria

Dias 11/06 (15h) , 25/06 (15h), 03/07 e 16/07 (15h)

Local: Biblioteca Comunitária Pequenalegria

Rua Real grandeza,  372 – Sala 309 – Botafogo

20 vagas por oficina

Informações e inscrições: trupepequenalegria@gmail.com ou 21 99701-1094 / 21 97677-9085 (WhatsApp)

Cursos online de qualificação em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Acesse!

Comentários

Comentários

Postagem anterior

Governo do DF contrata profissional para elaborar bibliografia

Próximo post

Por que o nosso patrimônio bibliográfico está ameaçado?