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O Museu da Maré, inaugurado em 8 de maio de 2006, está sob ameaça de despejo. O imóvel onde está instalado foi cedido por 10 anos em regime de comodato para o CEASM – Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré, Organização não Governamental gestora do Museu.

O período de validade do documento expirou no final do ano passado e, em junho de 2014, um dos diretores do Grupo Libra de Comércio Marítimo – empresa proprietária do imóvel – entrou em contato com a instituição para informar que não havia mais interesse por parte de seus acionistas em renovar o contrato de comodato. No dia 10 de setembro, o Museu recebeu a notificação de uma empresa de advocacia informando o prazo de 90 dias para que o imóvel seja restituído ao Grupo Libra “livre de pessoas e coisas”.

Diante de tal situação, a equipe do Museu e várias pessoas amigas e militantes de causas populares iniciaram um movimento chamado “Museu da Maré Resiste!”. Esse movimento é de todos aqueles que acreditam na transformação social através da cultura, que em nosso caso, está pautada no direito à memória. Memória das nossas comunidades, de como se constituíram e teceram as nossas memórias afetivas, o que nos revigora, agora, hoje, para crer e lutar pela permanência de uma parte singular e ao mesmo tempo plural da nossa história, da história da cidade, da história do Brasil.

O nosso grito é o grito do peregrino, que busca o seu chão, que quer compartilhar e assegurar o bem para todos, o bem comum.

Nosso grito é um chamamento às autoridades públicas, que percebam em detalhes o nosso Museu. Cada parte do todo que é a Maré; que é reinventada, preservada e renovada no Museu. Queremos o Governo Municipal, o Governo Estadual, o Governo Federal, todos, juntos conosco, juntos com a Maré, com a cidade, à favor do nosso Museu. Não queremos a mesma sensação de medo que os antigos moradores das palafitas viveram durante décadas. O medo da remoção, de não ter para onde ir. Como ir?

O reconhecimento real do valor afetivo e simbólico do Museu para os mareenses, para a nossa luta, é para que ao Museu seja mantido o direito de permanecer no espaço em que foi gerado. O espaço em que está o Museu não ficará “livre de pessoas e coisas”! No Museu não tem “coisas”, tem Memória, tem vida, tem cidadania, tem arte, tem liberdade!

Salve todos os moradores da Maré, os que aqui chegaram e fincaram suas estacas, os que aqui estão, redesenhando uma cidade para todos.

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